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	<title>Repórter OutrOs OlhOs</title>
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		<title>Fama virtual: leia a reportagem completa</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Nov 2010 21:46:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Jreige</dc:creator>
				<category><![CDATA[Editorial]]></category>
		<category><![CDATA[Fama Virtual]]></category>
		<category><![CDATA[Encerramento]]></category>
		<category><![CDATA[reportagem]]></category>
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		<description><![CDATA[Nas últimas duas semanas, mergulhamos a fundo no mundo da fama virtual para entender como ela funciona, se ela é real, quanto tempo dura, quais portas abre, quanto dinheiro dá e o que faz com a vida de quem por ela é escolhido. A reportagem, feita em parceria com você, leitor, que nos ajudou através [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.outrosolhos.com.br/2010/11/reporter-oo-fama-virtual-uma-realidade/"><img src="http://reporter.outrosolhos.com.br/wp-content/uploads/2010/11/famareporter_chamada-e1288993458309.jpg" alt="" title="Fama Virtual, uma realidade - Clique para ler" width="573" height="199" class="alignleft size-full wp-image-668" /></a></p>
<p>Nas últimas duas semanas, mergulhamos a fundo no mundo da fama virtual para entender como ela funciona, se ela é real, quanto tempo dura, quais portas abre, quanto dinheiro dá e o que faz com a vida de quem por ela é escolhido.</p>
<p>A reportagem, feita em parceria com você, leitor, que nos ajudou através do Twitter, do Orkut, da Twitcam e aqui dos comentários, está, finalmente, no ar. <a href="http://www.outrosolhos.com.br/2010/11/reporter-oo-fama-virtual-uma-realidade/">Clique aqui para ler</a>.</p>
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		<title>Felipe Neto: &#8220;Pai, eu estou meio famoso!&#8221;</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Nov 2010 16:13:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Jreige</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fama Virtual]]></category>
		<category><![CDATA[Fama]]></category>
		<category><![CDATA[Felipe Neto]]></category>
		<category><![CDATA[Videolog]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://reporter.outrosolhos.com.br/wp-content/uploads/2010/11/bgfelipeneto-e1288991683305.jpg" alt="" title="Felipe Neto" width="573" height="419" class="alignleft size-full wp-image-662" /></p>
<p>Estou no Rio de Janeiro. Pego o táxi, falo o endereço e o bairro do meu destino. O taxista não conhece a rua, mas avisa: &#8220;é longe&#8221;. Não era tanto assim. Para quem vive em São Paulo sabe que &#8220;longe&#8221; significa realmente longe. Mas a viagem tornou-se longa graças a quantidade de vezes que nos perdemos. Em plena sexta-feira à noite, no subúrbio carioca, achamos a rua. Bem pacata, com crianças brincando, apesar da hora. Toco a campainha. Ele atende de bermuda, sem camisa e descalço. Sim, foi assim que cheguei na casa de Felipe Neto, o famoso virtual mais popular do Brasil no momento.</p>
<p>Felipe tem apenas 22 anos de idade e 5 meses de fama, mas já tem experiência de quem passou anos trabalhando na internet &#8211; ele já foi dono de portal de download de séries, blogueiro, designer. Mas, como é ator, encontrou no vídeo a sua vocação.</p>
<p>Conversei com ele na sexta-feira passada, em uma entrevista coletiva de mais de duas horas através da Twitcam &#8211; que contou com 4 mil espectadores simultâneos e cerca de 9 mil interações. Abaixo, você lê os melhores momentos.</p>
<p><span id="more-661"></span></p>
<p><strong>Gustavo:</strong> Mesmo na época que você tinha blog, você já tinha certa fama na internet. Você tinha quantos seguidores no twitter?<br />
<strong>Felipe: </strong>Eu tinha 4 mil seguidores, e aí fiz uns cinco vídeos e não mudou nada. Os vídeos não tinham muitos acessos, até porque eram uma merda mesmo&#8230; [ri]. </p>
<p>Depois disso, bombaram. Quando o <a href="http://www.youtube.com/watch?v=KCnouVHROPo">N</a>ão Faz Sentido – Gente Colorida explodiu mesmo, meus seguidores começaram a crescer em progressão geométrica. De cara, eu pulei de 4 mil para 10 mil. Em uma semana, foi de 10 mil para 30 mil, e depois disso não parou mais. Hoje tem 818 mil, e cresce em uma margem de uns 4 mil por dia, em média.</p>
<h2>A fama e a rua</h2>
<p><strong>G: </strong>Quando você notou que a sua fama estava saindo da web e indo para a vida real?<br />
<strong>F:</strong> Foi quando fui fazer um evento jovem em São Paulo. Eu achava que iam ter 400 ou 500 pessoas. Estava atrás do palco e não estava vendo nada, aí o cara anunciou: “E agora, com vocês, Felipe Neto!”. E foi uma coisa que não tenho como explicar. Eu tremi. Na hora em que entrei no palco, tinham 2 mil pessoas berrando muito alto. Eu estava com a minha assessora e com a minha empresária e as duas estavam [chocadas]: “O que acabou de acontecer? O que foi isso?”. </p>
<p><strong>G:</strong> Mas você consegue ter uma vida pessoal hoje em dia?<br />
<strong>F:</strong> Sair na rua é um pouco complicado por que o tempo todo me reconhecem e vêm falar [comigo]. Mudou muita coisa, óbvio, mas eu não deixo isso me afetar em qualquer sentido. De uns cinco meses para cá isso vem acontecendo e, se parar de acontecer, não vai ser nenhum problema. Eu me mantive fazendo as mesmas coisas, saindo com os mesmos amigos, nos mesmos lugares&#8230; A diferença agora é que eu trabalho muito. Ultimamente tenho pouca [vida pessoal], porque estou gravando muito. Em novembro, todos os finais de semana estarei gravando. Já sei que vou ficar, provavelmente, um mês sem fazer sexo.</p>
<p><strong>G:</strong> Então chega a existir assédio nas ruas?<br />
<strong>F: </strong>Bastante. Hoje aconteceu um caso inusitado. Eu estava atravessando uma avenida movimentada de Ipanema. Um táxi passou, cantou pneu, o passageiro abriu a porta e disse: “Felipe Neto, cara, você tem que tirar uma foto comigo!”. Aí eu: “A gente tá no meio da rua, a gente vai ser atropelado!” e<br />
ele disse: “Eu te sigo”. Atravessei a rua, o cara veio atrás e eu tirei a foto. Foi engraçado. </p>
<p>Ontem, também atravessando a rua, veio uma pessoa da puta que pariu e berrou meu nome. Aí eu parei, virei e quase fui atropelado, porque estava no meio da rua. Eu até tuitei: “por favor, não gritem meu nome no meio da rua, vocês vão me matar”.</p>
<p><strong>G: </strong>Você se assusta de verdade com as pessoas gritando seu nome?<br />
<strong>F:</strong> Se a pessoa berrar meu nome eu me assusto, né! Eu tenho que olhar, vai que a pessoa está atrás [de mim, berrando] “Felipe Netoooo”, correndo com uma faca na mão. De repente é um fã de uma banda colorida. Mas eu trato com naturalidade virem falar comigo, tirar foto, pedirem autógrafo e tal. Eu não faço meu trabalho para ficar famoso, isso nunca foi meu objetivo. A fama é uma consequência: é uma coisa que acontece e que a gente tem que saber lidar. </p>
<h2>O personagem, as mudanças e a responsabilidade</h2>
<p><strong>G: </strong>Como ficou a vida fora das câmeras? Dá para ter uma vida online fora do &#8220;Felipe Neto do &#8216;Não Faz Sentido&#8217;&#8221;?<br />
<strong>F: </strong>O Felipe Neto do “Não Faz Sentido” não existe. O texto é meu, as opiniões dadas ali são inteiramente refletidas mesmo no que eu penso, mas aquele personagem (eu falo &#8216;personagem&#8217; porque é um termo mais fácil, mas ele é um alter-ego. Mas as pessoas não entendem o que é um alter-ego &#8211; não entendem nem o significa banana, lógico que não vão entender o que é um alter-ego) reflete as minhas opiniões de uma forma interpretada. É criado: tem um roteiro e agora tem diretor. O Felipe Neto do “Não Faz Sentido” não existe na vida real; eu não me relaciono daquela forma com ninguém.</p>
<p>O aspecto negativo é ter que ter um comportamento delineado na hora de responder alguma coisa na mídia&#8230; Ter que ter uma finesse, não poder parecer muito inteligente. Se você dá uma resposta inteligente para o jornalista, meio filosófica, te zoam na matéria. Ironizam, como se você fosse culpado por isso. O discurso da falsa humildade é algo que me irrita muito. Mas a gente tem que abrir concessão. Se quiser trabalhar no meio tem que jogar o jogo &#8211; não se vender, mas ao mesmo tempo não pagar de rebelde sem causa.</p>
<p><strong>G: </strong>Como você se sentiu quando se deu conta de que as pessoas estavam se preocupando tanto com o que você falava?<br />
<strong>F:</strong> No início eu comecei a surtar de ansiedade e preocupação. No começo eu podia falar qualquer merda que só 500 pessoas iam ver, e agora serão 1,5 milhão ou 2 milhões de pessoas. Tenho que levar em consideração principalmente a idade da galera para quem eu falo. A faixa de 12 a 18 anos, que é o maior público, ainda tem muita coisa em formação. Por exemplo, se eu fizesse um comentário racista, coisa que eu jamais faria, imagina a merda que ia dar?</p>
<p><strong>G:</strong> No chat [que aconteceu durante a realização da entrevista], perguntaram qual foi o lugar mais legal que você conheceu por causa da fama?<br />
<strong>F: </strong>Quando eu tinha 14 anos, fugi de casa e fui para a porta do Projac pedir emprego. Agora, com 22 anos, eu fui convidado para conhecer o Projac, assistir a uma gravação do “Junto e Misturado” e opinar. Eu achei isso muito legal.</p>
<p><strong>G:</strong> Tem aquela coisa de famoso de Big Brother ser mal visto pelos outros famosos. E famoso de internet, é bem recebido pelos demais?<br />
<strong>F: </strong>Eu estou sendo. Acho que é porque antes de saberem que eu sou famoso, as pessoas acabam assistindo [aos vídeos]. Então várias pessoas do meio, mesmo artistas até consagrados, me tratam muito bem. O Arnaldo Jabor e o William Bonner foram pessoas maravilhosas que conheci e me trataram muito bem, foram conversar comigo &#8211; porque eu não tenho coragem de conversar com essas pessoas. O William Bonner invadiu uma reunião para conversar comigo. Isso é surreal: eu entrar num camarim, a Fátima Bernardes estar do meu lado e falar comigo como se eu fosse um brother dela. Eu sou muito pequenininho para estar do lado dessas pessoas, sabe?</p>
<h2>Trajetória na internet</h2>
<p><strong>G: </strong>Antes de ter os seus vídeos, você tinha um site. Quando que você começou a pensar em internet como um negócio?<br />
<strong>N:</strong> Foi quando resolvi ser designer gráfico. Comecei a atuar quando tinha 12 anos no teatro, mas essa área é muito arriscada e eu tinha medo. Com 15 anos resolvi fazer sites. Fiz um cursinho básico de Flash e comecei a fazer uma porrada de sites, montei uma espécie de estúdio, o Inove Studio, com um amigo. Depois montei a IsFree, que acabou se tornando um portal muito famoso de downloads de seriado. Nos quatro anos [de IsFree] eu aprendi muita coisa. E eu continuava atuando paralelamente. A IsFree fechou por questões internas: era muito caro manter o site. E aí, depois fiz o <a href="http://controleremoto.tv/">Controle Remoto</a>, escrevendo e publicando meus textos. Foram 2 anos e meio, até que eu decidi começar os vídeos. Paralelamente a toda essa minha vida online, eu continuava atuando, com esse desejo da minha vida ser em função da minha interpretação, dos meus textos, das coisas que eu sentia paixão em fazer.</p>
<p><strong>G:</strong> Você disse que não fez essas coisas pensando em sucesso, mas você falou também que seus primeiros quatro ou cinco vídeos não tiveram nenhuma repercussão. Teve o apoio de alguém ou você pensou em alguma coisa para que seus vídeos tivessem mais acessos?<br />
<strong>F: </strong>Eu tinha vários amigos blogueiros, mas não pedi para ninguém postar meus vídeos. Quando eu comecei, quis que os vídeos crescessem sozinhos, se fosse para crescerem. Não queria criar uma falsa audiência. O vídeo “Não Faz Sentido – Gente Colorida” foi o primeiro a bombar, e quando atingiu 30 mil visualizações eu falei “Meu Deus, que coisa incrível!”. Aí o <a href="http://www.naosalvo.com.br/vc/">Não Salvo</a> publicou.</p>
<p><strong>G:</strong> E isso foi naturalmente, as pessoas procuraram no Youtube e caíram no blog? Como foi?<br />
<strong>F:</strong> Acho que as pessoas começaram a passar umas para as outras nas comunidades e colocar nos favoritos do Orkut. Aí o “Não Salvo” publicou e atingiu todo o público do site, que é gigantesco.</p>
<p><strong>G:</strong> Na época do blog, você já era conhecido e também era razoavelmente polêmico. Nessa época, existiu um desentendimento com o Ronald Rios [blogueiro, videologger e VJ da MTV - a discussão, via Twitter e blogs, aconteceu porque Ronald tirou sarro de um texto em que Felipe se definia como um "estudioso das vertentes da vida". As postagens sobre isso já foram apagadas de ambos os blogs ], quem você foi encontrar depois quando se tornou videologger. As polêmicas que você lidou como blogueiro te ajudaram a lidar com a repercussão que veio agora, com as pessoas interagindo e com um monte de gente te criticando?<br />
<strong>F:</strong> As coisas aconteceram no ritmo que deveriam ter acontecido. Acho que, se os vídeos tivessem explodido quando eu tinha 20 ou 19 anos, eu não teria estabilidade emocional para lidar com eles. Nos últimos três anos eu amadureci muito – emocionalmente &#8211; para saber lidar com críticas, frustrações e e<br />
ataques pessoais. Foi isso que aconteceu naquele caso do Ronald Rios que, na verdade, foi uma grande bobagem. Ele leu uma descrição minha que eu tinha escrito quando eu ainda era muito imaturo, tinha 18 anos, e sacaneou. E eu respondi, coisa que eu jamais faria hoje, e aí deu aquela confusão. Mas isso foi<br />
resolvido, a gente é brother.</p>
<h2>O pós-fama e a profissionalização</h2>
<p><strong>G:</strong> Você mesmo grava seus vídeos?<br />
<strong>F:</strong> Sempre foi, mas agora eu tenho diretor: é o diretor dos“<a href="http://anoesemchamas.blogspot.com/">Anões em Chamas</a>”, que agora vai vir gravar comigo todos os vídeos do “Não Faz Sentido”. Ele vai vir com a câmera dele, que é foda, e me ajudar no posicionamento: “faz desse lado que fica melhor”. Só isso. Não vai mudar o conteúdo, nem o texto, nem a pegada, só<br />
vai melhorar  a qualidade técnica do vídeo.</p>
<p><strong>G:</strong> Você tem uma agência que é a <a href="http://www.agenciadna.com.br/">DNA</a>, que cuida de você e de alguns famosos por aí. A agência te dá orientação de como você deve agir? Até que ponto eles interferem na sua vida e também no conteúdo dos vídeos?<br />
<strong>F:</strong> A agência não interfere no conteúdo dos vídeos, as agentes confiam muito em mim. Elas são um guia de carreira: ligam para me guiar, para saber o que está acontecendo. Mais ainda, elas negociam com o cliente. Toda a questão burocrática é com elas, e eu só penso em criar, atuar e escrever. E a gente faz treinamento para lidar com jornalistas, exatamente por que tem que saber lidar. Se não souber lidar dança.</p>
<h2>Polêmicas e críticas</h2>
<p><strong>G:</strong> Agora uma pergunta que todo mundo faz – e que não param de fazer no chat: o que você acha de pessoas que se promovem na mídia esculachando os outros?<br />
<strong>F:</strong> Ó meu Deus. É uma pergunta tão boa, tão intelectual&#8230; (ironiza) Em nenhum momento eu quis me promover na mídia. </p>
<p><strong>G:</strong> É, mas você se promoveu, deu certo e você não parou de falar mal por causa disso.<br />
<strong>F:</strong> Eu tenho vinte e três vídeos do “Não Faz Sentido” e em quatro eu falo mal de celebridades. Isso não chega a ser 20%. Eu falo mal do Justin Bieber, do “Vida de Garoto”, do “Crepúsculo” e das bandas coloridas. </p>
<p><strong>G: </strong>E tem o do Fiuk&#8230;<br />
<strong>F:</strong> Mas eu não falo mal do Fiuk, eu falo mal do comportamento. Em nenhum momento eu cito o nome do Fiuk e não faço nenhum ataque pessoal a ele. Na mesma crítica cabe o Luan Santana, que tem o mesmo comportamento que o Fiuk em relação aos fãs. </p>
<p>Além disso, os vídeos que não são de ataque às celebridades tem a mesma quantidade de visualizações (sem contar o do “Crepúsculo”, que foi um fenômeno). As pessoas criaram essa falsa imagem de que eu só critico artistas, o que é uma mentira. Eu tenho vídeo criticando inúmeros assuntos: gente que escreve errado,<br />
playboy que dá barraco em balada, política, pressa&#8230; </p>
<p>E qual é o problema de crescer criticando alguém? As pessoas  dizem que a gente não pode questionar, não pode criticar. Dizem que qualquer crítica é  porque você quer aparecer na mídia. Então o Jabor só quer crescer na mídia! Existe um “gesso cerebral” aqui no Brasil. Você não pode criticar, porque as pessoas vão<br />
dizer que você está querendo aparecer. Eu fico puto de ver as pessoas paradas, congeladas, por acharem que falar alguma coisa é errado. Eu sempre fui a favor de questionar tudo. </p>
<p><strong>G:</strong> Você acha que esse reconhecimento é só da internet ou já é consequência de você estar aparecendo nos meios tradicionais?<br />
<strong>F: </strong>Não sei. Mas depois que eu fui no Programa do Jô, muita gente bem mais velha veio falar comigo por e-mail, dizendo que tinha me visto no programa e tinha adorado. O bom do “Não Faz Sentido” é isso: ele agrada dos 12 aos 25. Aquela fase dos 25 aos 35 é a que o cara não admite [gostar dos vídeos], porque ele é muito inteligente e, para ele, um cara mais novo não pode fazer um trabalho inteligente, maduro. Então ele fica meio que puto e fala assim: “você assiste esse moleque que fala um monte de merda na internet?”.</p>
<p><strong>G:</strong> Você acha que é isso mesmo?<br />
<strong>F:</strong> Ah, acontece muito isso. Porque aí dos 35 para cima o reconhecimento é quase completo. É muito difícil ver um cara mais velho me criticando. Quem faz as críticas é sempre o pessoal dessa faixa de idade.</p>
<p><strong>G:</strong> Como você distingue uma crítica infundada de uma crítica que é verdadeira?<br />
<strong>F: </strong>Uma crítica infundada é “cala a boca seu lixo, você não sabe o que está falando!” e eu não dou o menor valor. A crítica bem fundamentada é a crítica em que o cara coloca argumentos para tentar rebater o que eu estou falando. E aí, se for o caso, eu converso com a pessoa. Mas o problema é o cara que usa argumentos para rebater e não sabe que do que está falando. Eles [os críticos] têm essa mania de “vou fazer uma crítica inteligente”, e aí escrevem um monte de argumentos de criança de oito anos . Eu nem respondo, não fico dando ibope para isso.</p>
<p><strong>G:</strong> Você já assistiu a alguma crítica sobre seus vídeos que mudou alguma atitude sua?<br />
<strong>F:</strong> Nenhuma. Cara, tem as coisas em que eu acredito. Pode acontecer de, em uma discussão, eu mudar de opinião, e eu não vou ter vergonha nenhuma disso. </p>
<p>Algumas opiniões minhas foram balançadas &#8211; por exemplo, quando você conhece pessoalmente um artista que você criticava. Isso aconteceu com a Preta Gil. Eu tinha muitas críticas a ela e às fãs dela, principalmente, aí eu a conheci pessoalmente, e ela é uma pessoa fantástica! Eu acho o trabalho artístico dela<br />
criticável, mas, como ser humano, ela é uma pessoa muito boa. Aí eu fico me questionando sobre isso: até quando eu posso permitir que essas posições influenciem na minha crítica. Não posso perder a essência da crítica me baseando no ser humano. A crítica deve ser sempre ao comportamento, mas ela deve ter<br />
um limite. Não pode ultrapassar, chamar a Preta Gil de gorda babaca.</p>
<p><strong>G:</strong> Mas muita gente fala que seus vídeos fazem uma crítica rasa&#8230;<br />
<strong>F:</strong> Essas eu não levo muito em consideração, porque eu sei o quanto estudo para fazer um vídeo. Tem muita coisa rasa, mas são rasas para quem fala: “eu sou um mega intelectual, eu sei tudo que ele está falando, logo eu não posso gostar, porque ele não está falando nenhuma novidade.” Isso não é crítica, é babaquice. Não é novidade para esse cara, mas é novidade para muita gente. Esse lance da &#8216;crítica rasa&#8217; não passa de um pseudo-intelectualismo besta. </p>
<p><strong>G:</strong> Mas você poderia ir mais fundo nesses críticas?<br />
<strong>F:</strong> Aí querem que eu escreva um livro de sociologia. Aonde eu tenho um vídeo de 6 ou 7 minutos, eu faça uma análise sociológica/antropológica/filosófica do assunto em que eu cite autores, pegue citações de jornais&#8230; pô? O cara tá querendo o que? Ele está vendo um vídeo de entretenimento no Youtube! Tão achando que eu quero ser o grande filósofo do mundo&#8230; eu não quero. Eu faço porque eu gosto e pra fazer a galera se divertir vendo.</p>
<h2>Os vídeos como profissão</h2>
<p><strong>G:</strong> Como sua renda progrediu de designer para cá?<br />
<strong>F:</strong> Eu não estou rico, longe disso. Mas já consigo investir no meu trabalho: comprar um iMac, um equipamento bacana&#8230; E espero que as coisas se mantenham nesse ritmo, porque eu quero sair de casa, comprar um apartamento. </p>
<p><strong>G:</strong> E isso tudo dá mesmo dinheiro?<br />
<strong>F:</strong> O dinheiro e a fama são consequência, e as duas coisas andam entrelaçadas. Agora, se for para ficar um ano sem aparecer em lugar nenhum, mas fazendo o que eu amo e conseguindo me manter, eu estarei feliz. Não é essa a questão: eu não faço [vídeos] para ser famoso, não faço para ganhar dinheiro. Eu faço porque são coisas em que eu acredito e que amo fazer. </p>
<p><strong>G: </strong>E você largaria isso para fazer alguma coisa em que você acreditaria mais?<br />
<strong>F: </strong>Não, porque não tem nada que eu ame mais do que atuar e escrever. A internet abriu uma janela para mim, mas eu vou explorar outros caminhos. O “Não Faz Sentido” não vai acabar, mas eu vou procurar outros meios. Trabalhar em outros lugares, fazendo coisas que eu gosto. E aí entra televisão, teatro e cinema basicamente.</p>
<p><strong>G:</strong> Como você faz para essa sua fama se converter em dinheiro? De que formas você ganha dinheiro hoje?<br />
<strong>F:</strong> Tem anúncios nos vídeos &#8211; alguns imperceptíveis, outros perceptíveis.</p>
<p><strong>G:</strong> Quais são os imperceptíveis?<br />
<strong>F:</strong> Não vou falar (ri). Tem uns (anúncios) no twitter; eu recebo cachê para ir em eventos, que é a parte que eu não curto muito fazer, tipo ir em festas&#8230;</p>
<p><strong>G:</strong> Tipo 15 anos?<br />
<strong>F:</strong> Não, 15 anos não, é muito bagaceira. Mas por exemplo, uma grande festa em São Paulo: eles chamam, eu faço a presença no camarote e eles usam isso para divulgar a festa. É uma grande besteira, eu tenho noção, mas eu tenho origem humilde. Preciso de grana, tenho que batalhar para poder me sustentar, tenho que tentar crescer financeiramente. Tem outras coisas também: por exemplo, vai ter um evento do Spoleto em que eu vou descer de rapel um prédio. Vai ser legal. </p>
<p>E também tem a questão do próprio Youtube. Tem um anúncio embaixo do vídeo. Quando clicam, eu ganho alguns centavos de dólar. Como são milhões de visualizações dá uma grana considerável. </p>
<p><strong>G: </strong>E hoje você ganha dinheiro com a <a href="http://www.felipeneto.net/">sua loja</a> também?<br />
<strong>F:</strong> Ganho. Ela tem três modelos de camiseta e, em breve, vão sair mais quatro modelos de camiseta e mais quatro de caneca. </p>
<p><strong>G: </strong>Essa grana que você está ganhando com web é equiparável com a que você ganharia em televisão?<br />
<strong>F:</strong> Não, a web paga melhor que a TV. A televisão não foi feita para pagar muito para um artista. O artista da TV ganha a repercussão e, com ela, faz propaganda.</p>
<p><strong>Família</strong></p>
<p><strong>G:</strong> O que seus pais pensam sobre seus vídeos? Eles te apoiam? Você e sua família estavam preparados para tudo isso? Afetou alguma coisa na vida na vida dos seus pais?<br />
<strong>F:</strong> O meu pai é terapeuta e a minha mãe é pedagoga, ou seja, os dois lidam com psicanálise. A minha mãe acompanhou desde o início; meu pai não, porque não mora comigo. A gente se falava todos os dias, mas ele não acompanha internet e eu tive que ter uma conversa muito esquisita com o meu pai. Eu falei: “pai, preciso te contar uma coisa que já está acontecendo há algum tempo e você não faz a mínima ideia: eu tô meio famoso”. Foi assim, eu não tinha como explicar, porque ele não sabe nada de internet. E hoje em dia ele vê os vídeos e se amarra. Por ser psicólogo, ele dá pitaco: eu mostro os textos e ele mostra o que poderia ser interpretado de uma outra forma. Acho que o que mais influencia é no orgulho que minha mãe sente de eu sair no jornal.</p>
<p><strong>Projetos atuais e futuros</strong></p>
<p><strong>G:</strong> Você pensa em fazer outros personagens para a web?<br />
<strong>F:</strong> Eu queria fazer vários personagens para a web, mas eu não tenho tempo de elaborar.  </p>
<p><strong>G: </strong>Tem alguma coisa que você queria fazer e ainda não conseguiu?<br />
<strong>F:</strong> Um monte. Isso aqui não é nada ainda. Tenho muitos objetivos, tenho que trabalhar muitos anos para conseguir conquistá-los. Meu grande desejo é entrar no cinema. Quero voltar para o teatro também&#8230; são realizações de cunho íntimo.</p>
<p><strong>G: </strong>Em televisão você trabalharia como apresentador ou como ator? Já te ofereceram algum papel na TV depois dessa exposição na internet?<br />
<strong>F:</strong> Como apresentador não, mas nunca se sabe o dia de amanhã. Eu tô com um projeto de um canal de TV paga e existe um outro projeto para televisão também, mas eu não posso falar em nenhuma hipótese. Tenho passado muito pouco tempo em casa. </p>
<p><strong>G: </strong>Perguntaram no chat se você não vai entrar em uma novela&#8230;<br />
<strong>F:</strong> Não. Os projetos na TV serão próprios. </p>
<p><strong>G: </strong>Você já fez alguma coisa de publicidade fora de web?<br />
<strong>F:</strong> Não, mas estou fechando. Não posso entrar em detalhes. </p>
<p><strong>G:</strong> Se hoje tudo isso acabasse, ninguém mais se interessasse pelos seus vídeos, o que seria da sua vida?<br />
<strong>F:</strong> Eu ficaria preocupado financeiramente, e só. Eu teria que fazer alguma outra coisa para poder me sustentar. Ia continuar fazendo os vídeos, mesmo que para 20 pessoas, porque é o que eu quero fazer.</p>
<p>Crédito da foto: Márcio Amaral / Divulgação</p>
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		<title>Top 5: Famosos graças ao YouTube</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Nov 2010 10:46:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Jreige</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<h2>Chris Crocker<br />
</h2>
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<p>Revoltado com a perseguição da mídia à cantora Britney Spears, o fã Chris Crocker gravou um vídeo, aos prantos, pedindo para que deixassem a estrela pop em paz. Muita gente, até hoje, diz que ele fingiu o desespero para chamar atenção. Crocker jura que foi espontâneo. De todo jeito, o vídeo levou-o à TV e alçou seu videolog ao sucesso. Ele até chegou a participar de um reality show.</p>
<h2>Davis Reimberg<br />
</h2>
<p><object width="573" height="347"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/YpqK6FN3on8?fs=1&amp;hl=pt_BR"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/YpqK6FN3on8?fs=1&amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="573" height="347"></embed></object></p>
<p>O Chris Crocker brasileiro fez um vídeo revoltado para defender a Xuxa da fúria dos twitteiros. Foi muito ridicularizado, mas saiu por cima. Acabou contratado pela equipe do Pânico da rádio Jovem Pan, e deixou o emprego como atendente de telemarketing para fazer parte da equipe de humor do programa.</p>
<h2>Dave after dentist<br />
</h2>
<p><object width="573" height="347"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/txqiwrbYGrs?fs=1&amp;hl=pt_BR"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/txqiwrbYGrs?fs=1&amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="573" height="347"></embed></object></p>
<p>Um garotinho volta do dentista anestesiado. O pai tem uma câmera. A fórmula foi explosiva, resultando num vídeo em que um garotinho drogado fala sem o menor sentido e cativa o mundo. David e o pai frequentaram programas de TV e congressos sobre <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Meme" target="blank">memes</a>, além de manterem uma loja com produtos como camisetas, adesivos e canecas. Eles virão ao Brasil no fim de novembro para o <a href="http://mypix.com.br/materiasespeciais/instant-david-after-dentist/http://mypix.com.br/materiasespeciais/instant-david-after-dentist/">YouPix, evento da revista Pix, em São Paulo</a>. </p>
<h2>Tay Zonday</h2>
<p><object width="573" height="347"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/EwTZ2xpQwpA?fs=1&amp;hl=pt_BR"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/EwTZ2xpQwpA?fs=1&amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="573" height="347"></embed></object></p>
<p>Em 2007, Adam (o verdadeiro nome de Tay Zonday) postou no YouTube uma performance sua de uma composição própria, a hilária Chocolate Rain. Não dá pra dizer se foi a maneira empostada como canta, a letra bizarra ou a gravação tosca. Provavelmente foi a soma dos três. Mas Chocolate Rain foi sucesso instantâneo na internet. Programas de auditório e campanhas televisivas se tornaram rotina. Ele lucra com camisetas e MP3 de suas músicas &#8211; o vídeo original de Chocolate Rain tem mais de 58 milhões de visualizações.</p>
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		<title>A não-fama de PC Siqueira</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Nov 2010 19:54:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Jreige</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fama Virtual]]></category>
		<category><![CDATA[entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[PC Siqueira]]></category>

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		<description><![CDATA[Nem todo mundo que fica famoso vive aquela vida que imaginamos lendo a revista Caras, por exemplo. A vida do PC Siqueira é a de um cara comum, que, inesperadamente, fez sucesso e se tornou conhecido. PC mudou de vida graças ao sucesso de seu canal no Youtube, o Mas Poxa Vida, onde comenta de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nem todo mundo que fica famoso vive aquela vida que imaginamos lendo a revista Caras, por exemplo. A vida do PC Siqueira é a de um cara comum, que, inesperadamente, fez sucesso e se tornou conhecido.</p>
<p>PC mudou de vida graças ao sucesso de seu canal no Youtube, o Mas Poxa Vida, onde comenta de forma divertida e <em>non-sense</em> os mais diversos assuntos. Ele deixou de lado o trabalho como ilustrador &#8211; ou entrou de &#8220;férias&#8221;, como prefere dizer &#8211; porque as atividades relacionadas aos vídeos eram muito mais lucrativas. Seus hábitos, no entanto, ainda são quase os mesmos de antes &#8211; mas ele nunca havia ganhado tanto dinheiro quanto agora.</p>
<p>Você confere no <a href="http://www.youtube.com/watch?v=W-CmyTMkBK0" target="blank">vídeo abaixo</a> uma entrevista contando lado bom e o ruim da fama, revelando um pouco de seus pensamentos e até mesmo vivendo um dia de não-fama em uma cafeteria (isso você confere no <a href="http://www.youtube.com/watch?v=u_DHj8lERvs" target="blank">segundo vídeo</a>, linkado ao final desse):</p>
<p><object width="573" height="347"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/W-CmyTMkBK0?fs=1&amp;hl=pt_BR"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/W-CmyTMkBK0?fs=1&amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="573" height="347"></embed></object></p>
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		<title>O Youtube, a fama e o Mistery Guitar Man</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Nov 2010 15:45:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Jreige</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O YouTube se tornou um dos celeiros de artistas nacionais dos mais variados tipos, de músicos a humoristas, passando por atores e até pessoas sem nenhum talento que têm em comum a criatividade ou a bizarrice. Seja como for, o canal é uma grande vitrine e pode ser o caminho mais rápido para a fama [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O YouTube se tornou um dos celeiros de artistas nacionais dos mais variados tipos, de músicos a humoristas, passando por atores e até pessoas sem nenhum talento que têm em comum a criatividade ou a bizarrice. Seja como for, o canal é uma grande vitrine e pode ser o caminho mais rápido para a fama virtual. O motivo é simples: é a plataforma que permite uma produção mais próxima da maior mídia de massa e também formadora de celebridades, a TV.</p>
<p>Com a possibilidade de criar canais específicos e monetizá-los, o YouTube se tornou fonte de renda e modelo de negócio para muita gente com boas idéias. Um dos exemplos mais notáveis é do brasileiro Joe Penna.</p>
<p><object style="height: 347px; width: 573px"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/qzUuAIPPrGQ?version=3"><param name="allowFullScreen" value="true"><param name="allowScriptAccess" value="always"><embed src="http://www.youtube.com/v/qzUuAIPPrGQ?version=3" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowScriptAccess="always" width="573" height="347"></object></p>
<p>Conhecido como <a href="http://www.youtube.com/user/MysteryGuitarMan">Mystery Guitar Man</a>, ele tem o canal brasileiro mais seguido no YouTube, e o 6º canal no mundo. Tem cerca de 1,5 milhão de assinantes. Seus vídeos somam juntos mais de 150 milhões de visualizações.</p>
<p>Morador de Los Angeles, Joe largou a faculdade de medicina para fazer vídeos. Como músico, ele frequentemente impressiona com mashups musicais, edições e efeitos especiais inesperados. Não se sabe quanto dinheiro Joe ganha com os canais &#8211; <a href="http://www.youtube.com/user/jp">ele tem um segundo, de making-of</a>, quase tão famoso quanto o primeiro -, mas ele frequentemente é contratado por grandes empresas, como Coca-Cola e McDonalds, para campanhas publicitárias.</p>
<p>Além disso, Joe tem uma linha de produtos inspirada nos vídeos, de <a href="http://www.districtlines.com/Mystery-Guitar-Man">camisetas</a> a <a href="http://mysteryguitarman.tubeconic.com/">adesivos</a>. No Twitter, <a href="http://twitter.com/#!/MysteryGuitarM">@MysteryGuitarM</a> tem cerca de 130 mil seguidores. </p>
<p>Ele já foi tema de reportagem do Fantástico, da Rede Globo &#8211; mas, no Brasil, sua popularidade ainda não chega perto da atingida por <a href="http://reporter.outrosolhos.com.br/tag/felipe-neto/">Felipe Neto </a>e <a href="http://reporter.outrosolhos.com.br/tag/pc-siqueira/">PC Siqueira</a> &#8211; de quem já falamos por aqui e falaremos um pouco mais nos próximos posts.</p>
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		<title>Virais: “sabe aquele vídeo…”</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Nov 2010 10:27:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Jreige</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Jeremias José do Nascimento, Vanessão, Ruth Lemos, Sônia, Gaga de Ilhéus, Lasier Martins, tapa na pantera&#8230; Algumas dessas coisas podem te dizer muito. Outras podem não significar nada. São nomes ou referências a alguns dos grandes virais da web brasileira. O Você Deveria Ter Visto reúne 166 vídeos ou memes que qualquer internauta brasileiro já [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Jeremias José do Nascimento, Vanessão, Ruth Lemos, Sônia, Gaga de Ilhéus, Lasier Martins, tapa na pantera&#8230; Algumas dessas coisas podem te dizer muito. Outras podem não significar nada. São nomes ou referências a alguns dos grandes virais da web brasileira.</p>
<p>O <a href="http://www.vocedeveriatervisto.com/">Você Deveria Ter Visto</a> reúne 166 vídeos ou memes que qualquer internauta brasileiro já deveria ter visto. A lista abarca todos os grandes fenômenos da internet brasileira. Mas, por ser um projeto um pouco antigo, ficam de fora muitas celebridades instantâneas mais recentes, como a garota <a href="http://www.youtube.com/watch?v=GJd-lvGCc6Y">Aretuza</a>, que foi filmada vomitando em um brinquedo de parque de diversões, o da <a href="http://www.youtube.com/watch?v=eop1d3OLHGQ">menina irritada com o vlogger Felipe Neto</a> (&#8220;Faz Sentido Sim, Felipe Neto!&#8221;) e um dos grandes hits de 2010, o &#8216;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=yRzrhzeusvU">puta falta de sacanagem</a>&#8216;. </p>
<p>O blogueiro Maurício Cid, do blog <a href="http://www.naosalvo.com.br">NãoSalvo</a>, é um dos grandes responsáveis por alçar à fama figuras inusitadas que protagonizaram vídeos bizarros. Dos cinco indicados na categoria Webhit no VMB deste ano, quatro foram lançados por Cid. Seus mais de 4 milhões de pageviews mensais fazem toda a diferença para a pessoa que cai nas graças do blogueiro e vira post. Até mesmo o Felipe Neto teve um empurrão de Cid, que publicou o vídeo Gente Colorida, aumentando a sua visibilidade, o que contribuiu para que o vídeo se espalhasse mais e que Felipe ganhasse público. </p>
<p>Cid concorda que, na web, o tempo é curto. &#8220;O conteúdo na internet se modifica muito rápido. Um vídeo famoso gera uma semana de buzz. Só se for ele for muito bom vai chegar a durar um mês &#8211; aí depois já passa na televisão e acaba perdendo a graça&#8221;, analisa Cid, que já teve vários dos vídeos postados em primeira mão em seu blog reproduzidos em programas como o do Gugu, sem crédito algum &#8211; apenas a marca d&#8217;água com seu logotipo, que a emissora não consegue tirar.</p>
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		<title>MTV: da web para a TV</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Nov 2010 21:32:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Jreige</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A MTV foi a primeira grande emissora de TV a olhar para os talentos da web com mais atenção. Em 2008, a MTV contratou Mariana Souza Alves Lima, a]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A MTV foi a primeira grande emissora de TV a olhar para os talentos da web com mais atenção. Em 2008, a MTV contratou Mariana Souza Alves Lima, a <a href="http://mtv.uol.com.br/marimoon/ target="blank">Marimoon</a>, para apresentar um novo programa, o <a href="http://mtv.uol.com.br/scrap" target="blank">Scrap MTV</a>.</p>
<p>Marimoon veio da web com uma audiência fiel, que acompanhava seu fotolog e comprava as roupas que ela mesma criava na loja virtual que veio em seguida do fotolog. Hoje, Marimoon continua com o Scrap MTV e apresenta também o <a href="http://mtv.uol.com.br/acessomtv" target="blank">Acesso MTV</a>. Em seus programas, ela fala sobre assuntos que domina: internet, música, moda e tendências. A MTV acertou em cheio com a garota, que domina a linguagem de TV com desenvoltura e é um trunfo para a emissora na web, atraindo audiência também online (ela apresentou um programa na internet durante o <a href="http://vmb.mtv.uol.com.br/" target="blank">VMB 2010</a>, por exemplo).</p>
<p>Ela foi só a primeira dentre uma lista extensa de gente que começou a produzir coisas interessantes na rede e acabou cooptada pela MTV. O comediante carioca Ronald Rios e seu produtor Erik Gustavo levaram as produções humorísticas da <a href="http://mtv.uol.com.br/badalhoca/blog">Badalhoca</a> para a emissora em 2009. Começaram com um blog no site da MTV, e agora a Badalhoca já tem espaço garantido na grade da emissora.</p>
<p>Didi, do blog <a href="http://entretenimento.r7.com/blogs/te-dou-um-dado/" target="blank">Te Dou Um Dado</a>, começou como repórter e hoje apresenta o <a href="http://mtv.uol.com.br/didiabolico/" target="blank">Didiabólico</a>. Jana Rosa, do blog <a href="http://agoraquesourica.mtv.uol.com.br/" target="blank">Agora Que Sou Rica</a>, virou repórter do <a href="http://mtv.uol.com.br/itmtv/blog" target="blank">IT MTV</a>.</p>
<p>Mais recentemente, o blogueiro Borbs, do <a href="http://www.judao.com.br">Judão.com.br</a>, e a blogueira Marina Santa Helena, do <a href="http://santahelena.mtv.uol.com.br/">SantaHelena</a>, foram contratados para apresentar o <a href="http://fiz.mtv.uol.com.br/" target="blank">Fiz na MTV</a>, programa que leva para a TV produções em vídeo que se destacam na web.</p>
<p>Além disso, o videologger <a href="http://reporter.outrosolhos.com.br/tag/pc-siqueira/">PC Siqueira</a> tem seus <a href="http://mtv.uol.com.br/maspoxavida/" target="blank">vídeos exibidos</a> pela emissora &#8211; que tem contrato de exclusividade pra TV. O blog &#8220;<a href="http://reporter.outrosolhos.com.br/tag/vida-de-garoto/">Colírios</a>&#8220;, da Capricho, virou um <a href="http://mtv.uol.com.br/colirios" target="blank">reality show</a> no canal, buscando o quarto blogueiro do &#8220;<a href="http://capricho.abril.com.br/blogs/vidadegaroto/" target="blank">Vida de Garoto</a>&#8220;. O Twitter <a href="http://twitter.com/mussumalive" target="blank">@MussumAlive</a>, que parodia o ex-Trapalhão, ganhou quadro no <a href="http://mtv.uol.com.br/furo/" target="blank">Furo MTV</a>.</p>
<p>E, para encerrar, outra figura consagrada da web virou VJ, a &#8220;travesti&#8221; Katylene, personagem que comanda o <a href="http://katylene.mtv.uol.com.br/" target="blank">blog</a> e <a href="http://www.twitter.com/katylene" target="blank">twitter</a> homônimos. A fórmula virtual foi adaptada para a TV, num <a href="http://katylene.mtv.uol.com.br/category/katylene-tv/" target="blank">programa</a> em que Katylene, em animação, comenta as fofocas da semana.</p>
<p>Pois é, a MTV está mais virtual do que nunca.</p>
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		<title>Geisy Arruda: dos limões, limonada</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Nov 2010 12:59:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Jreige</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nunca alguém representou tão bem a expressão &#8216;Se a vida te deu limões, faça uma limonada&#8217; do que a ex-estudante Geisy Arruda. A saga da moça começou em outubro do ano passado. Estudante de turismo da Uniban, em São Paulo, Geisy se tornou manchete em jornais do mundo todo por ter protagonizado uma cena de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nunca alguém representou tão bem a expressão &#8216;Se a vida te deu limões, faça uma limonada&#8217; do que a ex-estudante Geisy Arruda. A saga da moça começou em outubro do ano passado. Estudante de turismo da Uniban, em São Paulo, Geisy se tornou manchete em jornais do mundo todo por ter <a href="http://www.botecosujo.com/2009/10/polanskis-do-abc.html" target="blank">protagonizado uma cena de barbaridade na faculdade</a>. Ao usar um vestido curto, ela foi vaiada, e aos gritos de &#8220;Puta! Puta!&#8221; precisou ser escoltada para fora da universidade.</p>
<p>A sequência de fatos parece até premeditada. O vídeo dos ataques de estudantes à Geisy cairam no YouTube e rapidamente a rede inteira só falava do caso. Geisy, então, ficou conhecida através de uma trajetória típica dos fenômenos instantâneos da Internet. A imprensa voltou os olhos para o caso. A sociedade cobrou uma atitude da Uniban, que expulsou a estudante, aumentando a revolta que levou o caso para os noticiários internacionais e reacendeu a discussão na rede Twitter. Por fim, a Uniban voltou atrás na decisão de expulsão.</p>
<p>A figura já estava formada. Geisy foi entrevistada pela mídia e aproveitou para anunciar planos de cirurgias plásticas e do lançamento de uma grife de vestidos, inspirados no modelito que causou a revolta dos estudantes da faculdade. Geyse então participou de um quadro no programa O Melhor do Brasil, na TV Record, em que milhares de homens do país inteiro se candidataram para ser seu namorado. No último capítulo, o apresentador Rodrigo Faro lembrou do episódio triste que havia culminado na fama de Geisy. Ela chorou, emocionada.</p>
<p>A essa altura, Geisy já havia se tornado, de certa forma, uma celebridade. Consolidou o título sendo convidada para participar do reality show A Fazenda 3, também na Rede Record que conta com nomes como Sérgio Mallandro e Monique Evans no &#8216;elenco&#8217;. Geisy acabou sendo a segunda eliminada no programa. Mas como toda boa recém-saída de reality show, já emendou um ensaio nu na revista Sexy, outra tacada de mestre.</p>
<p>Difícil dizer qual a próxima cartada da moça para se manter em voga. Considerando o histórico de sucesso em criar factóides e se manter, como uma boa celebridade, nas manchetes polêmicas e também nas redes sociais, é possível deduzir que ela tenha algo em mente. Nada mal pra alguém que começou sendo vaiada na universidade por causa de um vestido curto.</p>
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		<title>Lucas, auto-celebridade</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Nov 2010 12:25:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Jreige</dc:creator>
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		<category><![CDATA[lucas celebridade]]></category>

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		<description><![CDATA[Lucas Brito, de 25 anos, fez tanto pela fama que a alcançou. Ao menos parcialmente &#8211; na internet, muita gente sabe quem é o blogueiro Lucas Celebridade, piauiense de Luzilândia, radialista e estudante de Letras. E lá em Luzilândia ele também é famoso: é sempre o mestre de cerimônias oficial nos eventos da cidade, além [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Lucas Brito, de 25 anos, fez tanto pela fama que a alcançou. Ao menos parcialmente &#8211; na internet, muita gente sabe quem é o blogueiro Lucas Celebridade, piauiense de Luzilândia, radialista e estudante de Letras. E lá em Luzilândia ele também é famoso: é sempre o mestre de cerimônias oficial nos eventos da cidade, além de cobrí-los para seu blog, o <a href="http://lucasfamapop.blogspot.com/">http://lucasfamapop.blogspot.com/</a>.</p>
<p>“Lucas é uma caricatura da celebridade”, disse Alex Primo sobre ele.  O rapaz, que costuma deixar claro que tudo o que ele busca é a fama por si só, e cujo maior sonho é participar do Big Brother, perseguiu o objetivo mimetizando coisas que celebridades fazem. Ele frequentemente publica ensaios sensuais em seu blog, como as celebridades tradicionais. Dá atenção aos ‘fãs’, que são seus quase 23 mil seguidores no Twitter (<a href="http://twitter.com/#!/lucasfamapop">@lucasfamapop</a>). E recentemente tem conseguido alguma atenção na mídia mainstream.</p>
<p><object width="573" height="347""><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/MTEphr1Nm3c?fs=1&amp;hl=pt_BR"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/MTEphr1Nm3c?fs=1&amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="573" height="347"></embed></object></p>
<p>Em agosto, blogueiros e twitteiros de todo país se uniram para uma campanha por doações a Lucas. Sensibilizados com a situação precária em que vivia o ‘muso luzilandense’, como ele se refere si mesmo, internautas conseguiram mais de 5 mil reais em doações para que Lucas reformasse sua casa. </p>
<p>A história chamou a atenção da grande mídia. A revista Trip foi, no mês passado, até Luzilândia conversar com Lucas sobre essa obssessão pela fama e tudo que ela trouxe para o rapaz &#8211; de bom e de ruim. <a href="http://revistatrip.uol.com.br/revista/193/reportagens/sensualiza-brasil.html">A matéria está disponível na íntegra aqui</a>. </p>
<p>Em um ambiente em que as pessoas agem como famosas sem perceber &#8211; afinal, no Twitter é normal que relatem suas ações mais cotidianas, como se houvesse interesse de um público; no Formspring, há abertura para que outros internautas façam perguntas, como numa entrevista -, Lucas convenceu. Apesar de ter chegado longe, Lucas certamente não está satisfeito. Seu objetivo é alçar voos sempre mais alto, como deixa claro diariamente no Twitter, que atualiza da casa de um amigo.</p>
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		<title>O caminho até a grande mídia</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Nov 2010 09:12:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Jreige</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fama Virtual]]></category>
		<category><![CDATA[Bruno Ferrari]]></category>
		<category><![CDATA[Fama]]></category>
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		<category><![CDATA[mauricio cid]]></category>
		<category><![CDATA[mídia de massa]]></category>
		<category><![CDATA[nãosalvo]]></category>
		<category><![CDATA[webcelebridade]]></category>

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		<description><![CDATA[Se há fórmula infalível para projetar-se da modesta fama na web para a grande mídia? É improvável. &#8220;A gente vê que as grandes celebridades sempre seguem os mesmos passos. Põe silicone, posa na revista, ganha programa na TV, casa, descasa, tem casamentos curtos, escândalos. Mas não quer dizer que qualquer pessoa que põe silicone, aparece [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se há fórmula infalível para projetar-se da <em>modesta</em> fama na web para a grande mídia? É improvável. &#8220;A gente vê que as grandes celebridades sempre seguem os mesmos passos. Põe silicone, posa na revista, ganha programa na TV, casa, descasa, tem casamentos curtos, escândalos. Mas não quer dizer que qualquer pessoa que põe silicone, aparece na TV ou que tenha algum escândalo vá ficar famosa&#8221;, diz <a href="http://reporter.outrosolhos.com.br/tag/alex-primo/">Alex Primo</a>, para a infelicidade daqueles que buscam a fama pela fama.</p>
<p>Mas é possível observar o caminho trilhado por pessoas que tiveram algum sucesso ao conquistar popularidade online e depois foram para a TV, para o rádio, para o cinema. </p>
<p>Para os que ficam conhecidos através dos vídeos, o trajeto até o sucesso online é normalmente parecido: primeiro o conteúdo publicado na web cai nas graças de um blogueiro de grande audiência, que replica o vídeo ou o texto por alguma característica que chame a atenção. Pode ser muito bom, muito ruim, tosco, engraçado, bem editado, com um bom roteiro, ter alguém bonito. Em seguida, as visualizações aumentam em progressão geométrica, viralizando.</p>
<p>Já para os blogueiros, twitteiros, moderadores de comunidade e outros líderes de opinião, o sucesso em suas áreas é o que determina &#8211; e, muitas vezes, não dependem da divulgação de ninguém já consagrado.</p>
<p>Em ambos os casos, o fim costuma ter a mídia interessada &#8211; em diferentes escalas, é claro. Dar entrevistas e sair em publicações de peso é um grande passo rumo ao estrelato fora da web.</p>
<p>Mas quem primeiro, no ciclo, reconhece nessas figuras um potencial comercial, geralmente, são as agências de publicidade especializadas em mídias sociais. É a primeira oportunidade daquela webcelebridade de, eventualmente, ganhar dinheiro com o material que produz, através de patrocínios de marcas oferecidos pelas agências, que identificam o sujeito como o porta-voz para algum produto.</p>
<p>Se expor, deixando claro seus diferenciais e carisma, são importantes para atrair mais público e, consequentemente, mais atenção. Toda a indústria da mídia está atenta ao que acontece na internet e tem interesse em cooptar estrelas da web para engordar suas grades, páginas, ou castings e atrair audiências novas, mais jovens. Caso o outrora webstar fique bem no vídeo, ele acaba contratado &#8211; mais comumente pela MTV, mas outras emissoras também já encaram o mundo online como um celeiro de talentos. </p>
<p>Nossos entrevistados concordam que o ponto em comum é fazer algo que dure &#8211; produzir algo relevante. Veja as opiniões deles sobre como chegar lá, na fama virtual, e como passar dela para o nível acima:</p>
<p>Phelipe Cruz, editor do site da <a href="http://www.capricho.com.br">Capricho</a> e do <a href="http://www.papelpop.com">PapelPop</a>:</p>
<blockquote><p>&#8220;Precisa fazer algo relevante, oferecer um conteúdo diferente. A Internet é uma vitrine, ela está aí te mostrando. Eu digo isso pras estelas teen da Capricho: use a internet, trabalha aí na Internet, não fica só no Twitter, não. Produz alguma coisa, faz alguma coisa pra entregar, porque ficar ‘oi tudo bom, olha eu aqui’ não é mais suficiente pra se destacar.&#8221;</p></blockquote>
<p>Bruno Ferrari, repórter da revista <a href="http://www.epoca.com.br">Época</a> e do blog <a href="http://colunas.epoca.globo.com/bombounaweb/">Bombou Na Web</a>:</p>
<blockquote><p>&#8220;Tem espaço para tudo na internet. Há gente de talento, que se relaciona bem e por isso consegue se manter na lista das webcelebridades, freqüentar festinhas, ser chamado para campanhas, etc. Existe também quem vive de copiar formatos já existentes, mas com uma embalagem nova, o que não é ruim. A receita da fama na internet atual pode ser herdada da época dos blogs: é preciso fazer atualizações freqüentes, sempre estar de olho no que seu público &#8211; contatos, seguidores &#8211; estão falando sobre você e procurar se diferenciar das milhões de opções que os consumidores de conteúdo têm na internet.&#8221;</p></blockquote>
<p>Maurício Cid, do blog <a href="http://www.naosalvo.com.br/vc/">NãoSalvo</a>:</p>
<blockquote><p>&#8220;Quem lança a fama não é um canal específico, mas o conjunto da obra. Meu critério principal de escolha é eu gostar de um vídeo. Eu priorizo o meu gosto porque se a pessoa visita o blog sempre é porque se identifica com o tipo de humor que eu curto. Se for algo que eu achei sem graça, as chances de eu colocar no ar são zero.&#8221;</p></blockquote>
<p>Alexandre Inagaki, jornalista, consultor em mídias sociais e blogueiro do <a href="http://www.interney.net/blogs/inagaki/">Pensar Enlouquece, Pense Nisso</a>:</p>
<blockquote><p>&#8220;Há o lado de gente que usou a web para divulgar músicas, textos, ideias, vídeos, e graças à internet conseguiu reconhecimento sem precisar causar overdoses de vergonha alheia web afora. E aí cito André &#8216;Cardoso&#8217; Czarnobai, os Jovens Nerds, Susie Lau, João Paulo Cuenca, Mombojó, Eduardo Spohr, Lily Allen e Fábio Yabu como alguns dos trocentos exemplos que dá para elencar de gente talentosa que começou a divulgar seus trabalhos na internet, e hoje assina colunas em jornais, frequenta listas de best-sellers, faz shows concorridos e o escambau. Mas mesmo a fama de blogueiro, que recebe convites VIPs para a festa, é uma exposição que, por mais ínfima que seja, de qualquer modo ajuda a abrir portas. Se a webcelebridade aproveitar isso para expor seus trabalhos e talentos que possa exibir, não duvido que consiga capitalizar esses reconhecimentos de uma maneira mais consistente. Mas, se ficar satisfeita só com esses holofotes que logo se apagam e viram abóbora depois da meia-noite, desaparecerá feito esses ex-participantes de reality shows que depois mendigam ajuda em programas vespertinos de fofocas e celebridades.&#8221;</p></blockquote>
<p>Por fim, não dá para não mencionar o alerta de Alex Primo: os manuais e as definições mais fracassam do que dão certo.</p>
<blockquote><p>&#8220;A gente pode dizer que essa busca pela celebridade, pela fama, está mais para uma historia de fracassos. Poucos são aqueles que conseguem manter a fama. A fama é uma construção: manter-se na fama, por si só, já é um talento.&#8221;</p></blockquote>
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