por Júlia Aronchi / 27 Set

Durante entrevista, Alice Lobo, autora do blog Verdinho Básico, citou pessoas e empresas as quais admira por conta do compromisso que cada uma tem com a sustentabilidade. “Para jornalista é assim, a pessoa que você admira é normalmente a pessoa que você tem vontade de entrevistar. Eu adoraria entrevistar a Stela McCartney”, revela a jornalista.

“Ela uma pessoa consistente. É um exemplo para a moda. Não usa matéria prima de origem animal, tinge as roupas de sua grife com corantes naturais, é vegetariana e faz muitas outras coisas”, conta Alice. Bono Vox, criador da marca de roupas EDUN, também é alvo da admiração de Alice. “Ele faz um trabalho incrível África”. Mais da metade das peças da marca do vocalista do U2 são fabricadas no continente africano a partir da mão de obra local e de processos comerciais sustentáveis.

Alice também citou algumas empresas que mais admira. “A Herman Miller é a primeira de todas”. A empresa norte-americana de móveis para escritório já ganhou diversos prêmios de responsabilidade ambiental. “Desde 1953 a Herman Miller tem uma política de respeito ao meio ambiente. Eles foram um dos pioneiros do ‘cradle to cradle’ (processo específico de fabricação sustentável) e já ganharam diversas certificações LEED (Leadership in Energy and Environmental Design)”.  Todos os produtos da empresa contém uma porcentagem muito alta de material reciclado e são 100% recicláveis.

Outras duas empresas que Alice admira são: a fabricante de roupas e acessórios Osklen e a fabricante de cosméticos Natura. “Eu ouvia que o apelo sustentável da Osklen era muito mais marketing do que realidade. Até que eu fui conhecer a empresa e sai com uma ótima impressão”. A marca é uma das responsáveis pelo projeto e-fabrics, que cataloga empresas fornecedoras de matéria-prima sustentável e disponibiliza essas informações para todos os estilistas. “Eu acredito muito em quem usa a moda para informar e por isso eu realmente respeito o trabalho da Osklen”, conta Alice.

“Eu também respeito muito a Natura porque acredito que melhor do que tentar ser perfeito, é ser transparente. Falar o que dá para fazer, o que não dá e o que você pode melhorar. E a Natura faz isso”, encerra Alice.

por Júlia Aronchi / 24 Set

Perguntamos para jornalista Alice Lobo, autora do blog Verdinho Básico, quais foram as últimas atitudes sustentáveis que ela adotou e quais aquelas que ainda faltam ser adotadas na sua vida. Alice não se limitou a nos contar somente uma atitude. Aqui, você confere as respostas dela.

Últimas atitudes adotadas

“O que ultimamente eu tenho feito cada vez mais é desligar a água do chuveiro enquanto me ensaboou. É uma coisa muito fácil de fazer, mas que a gente normalmente esquece. É lógico que quando o tempo esta frio eu não consigo. Outra coisa que eu também tenho feito ultimamente é diminuir a temperatura da água do banho. Não precisa esquentar tanto. Faz mal para a pele e você gasta energia à toa”.

“Eu gosto muito de reaproveitar a água de tudo, como colocar um balde em baixo do chuveiro enquanto se espera a água esquentar. Depois, é só usar essa água para qualquer outra coisa. Além disso, devem me achar uma louca quando falo para reaproveitar a água suja que sai da máquina de lavar roupa colocando em um balde para lavar o quintal, por exemplo. Afinal, aquela água já esta com sabão e tudo”.

“Eu como muitos alimentos orgânicos e apesar de ser apaixonada por carne acho que estou comendo cada vez menos. Também uso produtos de beleza que são super naturebas”.

“Leio a versão digital de revistas, por exemplo, e com isso não compro mais papel. Eu não sou radical do tipo que fala ‘parem com a produção de papel’, afinal já existe um desemprego enorme no Brasil e isso seria acabar com toda uma cadeia de produção. Acredito que todo mundo pode optar por um equilíbrio”.

“Há pouco tempo fiz uma festa com as minhas amigas para trocar roupas usadas. É claro que você não precisa de uma festa para isso. Sempre tem sempre uma amiga que tem uma roupa que você quer muito e que ela não agüenta mais. Eu cresci fazendo isso porque sou filha caçula e sempre herdei muita coisa das minhas irmãs e das minhas primas. Uma vez por ano faço uma limpa no meu armário, dou pra minha prima e pego roupa da minha irmã, por exemplo”.

“Uma coisa que eu sou muito chata e faço direto no meu escritório no Rio é desligar o ar condicionado. Tem gente que é apaixonada por ar condicionado e eu acho isso péssimo. Primeiro porque fica circulando o mesmo ar o tempo todo, o que já não é legal. E segundo porque na maioria das vezes não há necessidade alguma dele ficar ligado”.

Alice também nos contou sobre àquelas atitudes que ainda faltam ser adotadas em sua vida.

“A questão do transporte ainda é um desafio para mim porque é praticamente inviável. Eu moro em São José dos Campos e tenho que ir direto para São Paulo a trabalho. Você vai falar que eu poderia pegar um ônibus, mas com tudo o que eu levo comigo que são meus materiais de trabalho eu tenho medo, então não dá. Eu tento minimizar o problema tendo um carro a álcool, o que já ajuda”, conta Alice.

por Júlia Aronchi / 22 Set

O tema sustentabilidade vem crescendo ao longo do tempo nos meios de comunicação devido, principalmente, às recorrentes tragédias e desastres ambientais. Para Washington Novaes, dar ênfase à sustentabilidade na mídia, como jornalista, foi decorrente de duas razões: “Uma é porque eu acho que não podemos fazer de conta que isso não existe ou que não está relacionado à nossa sobrevivência. E a outra é porque para falar de sustentabilidade é preciso estar disposto a pagar o preço de ser chamado de ecochato”, conta.

Segundo ele, a própria mídia também sofre muitos problemas na hora de tratar de sustentabilidade. “Além de muitos jornalistas não darem a devida importância ao tema, a sustentabilidade também entra em choque com os interesses de governos, empresas e da publicidade”. “Para entender a importância do tema e levar essa mudança de conduta para a comunicação, é preciso que o próprio jornalista mude sua visão de mundo”, completa ele.

Washington Novaes também fez referência a uma pesquisa do Instituto Gallup que revelou que dois terços da população da Grande São Paulo gostaria de mudar de cidade por questões chamadas “alienais”, como a poluição do ar, da paisagem, o lixo e etc. Foi baseado nisso que, durante a entrevista, o jornalista problematizou algumas questões: “Como fazer para que milhões de pessoas possam se mudar de uma mesma cidade? Para onde elas irão? No que elas irão trabalhar?”. E por fim: “Será que é mais fácil se afastar dos problemas do que tentar fazer parte da solução?”

Segundo Washington Novaes, os meios de comunicação tem uma grande parcela de culpa quando se trata de sustentabilidade justamente porque não colocam pesquisas e questões como estas no centro da discussão.

por Júlia Aronchi / 20 Set

Washington Novaes, jornalista de 76 anos, é um dos entrevistados da nossa reportagem. Ao conversar com ele, notamos que antes de começar a influenciar pessoas para causas sustentáveis, ele também foi influenciado. Aqui, a gente conta um pouco sobre algumas das suas mais fortes inspirações. Entre elas, esta o antropólogo francês Pierre Clastes que, antes de morrer aos 33 anos,  visitou tribos indígenas no Brasil e escreveu o livro chamado A Sociedade Contra o Estado, onde conta que não existe delegação de poder em grande parte das etnias indígenas.

No livro, o autor explica alguns fundamentos da sociedade indígena. O primeiro deles fala que o chefe da tribo não manda e não dá ordens. Ele é o representante da cultura e da tradição, e é quem mais sabe sobre a história daquele povo, o que faz com que ele seja um grande mediador na hora de resolver conflitos, apesar de não ter poder. “Se não há delegação de poder é impossível a dominação dessa tribo por outros índios ou outros indivíduos. E eu comprovei essa prática com os índios”, conta Washington Novaes.

O segundo fundamento das sociedades indígenas contra o Estado, segundo Pierre Clastres, é que enquanto não influenciada por culturas externas, elas são auto-suficientes. “Eles conseguem fazer tudo o que ele precisam para viver sem depender de ninguém. Eles nunca recebem ordem e não precisam de ninguém para nada. Isso é uma utopia”, explica Washington Novaes. E o terceiro fundamento é que nessas sociedades a informação é aberta. “Ninguém se apropria da informação para transformar em poder político ou econômico”, conclui.

Darcy Ribeiro foi outra pessoa que influenciou Washington Novaes, como ele mesmo conta sobre uma vez que os dois se encontraram e Darcy Ribeiro lhe contou que tinha vistos um dos seus programas sobre o Xingu e lhe disse uma frase que o jornalista jamais esqueceu: “Você nunca mais será a mesma pessoa agora que sabe que existem outras formas de ver o mundo e se organizar”, conta. “E eu acho isso muito verdadeiro”, completa Washington Novaes.

Kofi Annan, ex-secretário geral da ONU – Organização das Nações Unidas, também influenciou Washington Novaes. Kofi Annan defende que a tese de que os problemas centrais da humanidade hoje são as mudanças climáticas e o consumo de recursos naturais acima da capacidade de reposição do planeta. “Ou seja, você não pode construir mais do que o planeta pode dar. Essa frase dele tem que ser escrita a fogo porque são esses os problemas que ameaçam a sobrevivência da espécie humana”, reintera Washington Novaes.

O jornalista explica que há uma crise de padrão civilizatório que não se trata somente de proteger o meio ambiente. “Os nossos modos de viver são inadequados e incompatíveis com as possibilidades do nosso mundo. É preciso mudar em todos os planos; político, econômico e social. E lembrar-se da extrema urgência disso tudo”, atenta Washington Novaes.

Além disso, temos que nos lembrar também que o nosso compromisso não é somente com as nossas próprias vidas, mas também com as futuras gerações. “Eles vão nos cobrar dizendo que nós sabíamos e não fizemos nada”, alerta Novaes, que também cita o poeta irlandês William Butler Yeats: “A nossa missão é tentar, o resto não é da nossa conta”.

por Vinícius Saccomani / 17 Set

É verdade que muita gente tem contribuído para melhorar o planeta com práticas sustentáveis. Também é verdade que ainda falta uma enorme quantidade de coisas a serem feitas. Destacamos aqui algumas das últimas novidades que encontramos sobre o tema.

Política

O Brasil está longe de ser um modelo internacional em sustentabilidade, mas não podemos negar que passamos por um momento especial sobre a questão. Daqui a algumas semanas iremos eleger o novo presidente da república e pela primeira vez um dos candidatos da disputa tem como tema central o meio ambiente, um dos pilares da sustentabilidade. Marina Silva, ex-ministra do meio ambiente vem subindo nas pesquisas e, apesar de dificilmente conseguir se eleger, tem colaborado para divulgar uma causa que pelo menos uma pequena parte da população parece estar abraçando.

Evento

Iniciativa bem bacana irá acontecer em Outubro, na cidade de Itu, interior de São Paulo. O SWU – Starts With You – na tradução, Começa Com Você, será um festival de artes e música que será realizado em prol da sustentabilidade. O intuito é instruir e movimentar o maior número de pessoas mostrando que pequenas atitudes podem gerar grandes mudanças no planeta a partir de cada um de nós. No mesmo evento, haverá um fórum com convidados do Brasil e de outros países mundo que irão abordar diversos assuntos de sustentabilidade.

Ao final do evento, a organização irá elaborar um relatório de sustentabilidade – fato inédito no mundo -, que irá expor todas as ações realizadas, impactos sofridos e dificuldades encontradas em uma produção dessa grandeza. São esperadas cerca de 300 mil pessoas durante os três dias de evento.

Nova tecnologia

A empresa mineira Rewatt Ecológica desenvolveu uma tecnologia pioneira de reutilização da energia térmica da água usada no banho. O sistema funciona por meio de uma plataforma – semelhante àqueles tapetes que ficam dentro do box – que funciona como um trocador de calor – serpentina.

Ao abrir o registro na temperatura fria, a água é desviada por uma mangueira para dentro da plataforma. Depois de passar pelo trocador de calor, a água sobe até o chuveiro – que pode ser de aquecimento elétrico, a gás, caldeira, energia solar, etc. Após alguns segundos, a água fria do registro começa a entrar em contato com a água quente do chuveiro, separadas pela plataforma que reaproveita o calor da água que esta indo para o ralo.

Assim, a água é pré-aquecida antes de ir para o chuveiro, fazendo com que este possa trabalhar em uma potência menor, economizando energia sem reduzir o conforto do banho. O aparelho é fabricado em plástico e alumínio, mas não utiliza corrente elétrica ou dispositivos eletrônicos que possam comprometer a segurança.

Lançamentos

Outra novidade vem da uma fabricante de aparelhos celulares Motorola, que lançou no Brasil, em parceria com a operadora Claro, o único celular parcialmente fabricado com material reciclado. O aparelho tem 25% da estrutura externa feita a partir de garrafas pet recicladas. Com essa inovação, a marca conseguiu o certificado de instituições ambientais que garante que o produto compensa as emissões de carbono no processo de fabricação.

Nesta mesma linha, a Samsung – empresa sul-coreana de aparelhos eletrônicos, lançou um netbook que não contém mercúrio. O produto ganhou a Certificação TCO de padrões ambientais e usabilidade. O novo netbook ainda conta especificações que reduzem o consumo de energia em comparação a outros computadores portáteis.

Claro que essas são apenas algumas novidades sustentáveis que temos pelo mundo. Se você conhece iniciativas como estas, compartilhe conosco via Twitter, Youtube, Flickr. Se preferir, envie um email para reporter@outrosolhos.com.br.

por Vinícius Saccomani / 15 Set

Com certeza, nunca se ouviu falar tanto de sustentabilidade como na última década. Hoje, apesar do termo fazer parte do nosso cotidiano, ele é, na maioria das vezes, associado somente à questões ambientais. No entanto, o conceito de sustentabilidade abrange três aspectos: ambiental, social e econômico.

Sendo assim, uma ação sustentável é aquela que promove, ao mesmo tempo, atividades economicamente viáveis, socialmente justas e ecologicamente corretas. Algumas ações sustentáveis podem sim ter um vínculo maior ou menor com somente um dos pilares contanto que não dê prejuízo a nenhum deles.

Segundo Dr. Peter Nijkamp, professor holandês da Vrije Universiteit de Amsterdam, na Holanda – eleito o 32° melhor economista do mundo pelo Ideas/RePEc – o chamado “triângulo da sustentabilidade” envolve a aquisição de rendimento suficiente para o custo da vida em sociedade, os valores socioculturais e à justiça na distribuição de custos e benefícios, e a manutenção dos ecossistemas do planeta em longo prazo.

Logo, ser sustentável vai além do que somente tentar diminuir o consumo de energia ou fazer a separação do lixo da maneira correta. É necessário uma grande mudança de comportamento. Vamos começar?

PS: A imagem que ilustra esse post corre na Internet, sem ter seu autor identificado. Se você conhecer a autoria, por favor, nos avise nos comentários.

por Vinícius Saccomani / 13 Set

Desde o começo do nosso projeto tínhamos o interesse em realizar uma reportagem sobre sustentabilidade. Nossa dúvida era sobre de que forma abordar o tema sem sermos repetitivos e chatos. Em uma de nossas reuniões discutimos sobre quantas vezes já havíamos lido ou assistido a uma reportagem, artigo ou comentário que falava sobre a necessidade de uma sociedade sustentável. No entanto, não conseguimos lembrar de nenhuma que contasse sobre como cada um de nós pode, de fato, dar início a uma mudança de vida.

A proposta é, então, elaborar uma pauta onde perguntas simples possam ser respondidas. O que é preciso para começar uma transformação do zero? Quais medidas tomar para contribuir com um planeta melhor? O que fazem as pessoas que já adotaram um estilo de vida sustentável? Como elas conseguiram mudar a forma de viver? O que elas fazem para influenciar outras pessoas? Todas estas questões giram em torno de uma: O que, de fato, gera mudança de comportamento?

Além de falar sobre a necessidade de adotar uma vida sustentável, queremos ajudá-lo nessa mudança e para isso nos propusemos a fazer isso a partir da nossa própria experiência. Dois repórteres do projeto Repórter OutrOs OlhOs vão começar a adotar hábitos sustentáveis em suas próprias vidas. Durante uma semana, eu – Vinícius Saccomani, e Júlia Aronchi, iremos gravar vídeos contando como se dá essa mudança de comportamento no dia-a-dia.

Participe da nossa reportagem mandando fotos, vídeos e comentários aqui no nosso blog ou pelo Flicker, YouTube e Twitter. Se preferir, envie um email para repórter@outrosolhos.com.br e faça parte dessa mudança.

por Gustavo Jreige / 10 Set

Nesse último mês você acompanhou nossas postagens sobre choque cultural, com histórias de quem passou por ele e dicas de como evitá-lo e mudar de país sem ter uma experiência traumática.

Pois bem, a reportagem ficou pronta. Agora, lá no OutrOs OlhOs, você pode conferir o resultado desse mês em que, bem, viajamos pelo tema. Por lá, você entenderá ainda mais sobre esse assunto e terá um pouco da experiência de quem optou por mudar de padrão cultural.

Importante salientar que essa reportagem está sendo publicada na véspera do dia 11 de setembro, aniversário da tragédia do World Trade Center (Centro Mundial de Negócios, em livre tradução), que aconteceu em um dos lugares mais globalizados do planeta (Nova Iorque, nos Estados Unidos) e tem, em sua essência, diferenças culturais.

Clique aqui e acesse nossa reportagem.

Na próxima semana, começamos um novo tema, tão atual quanto esse. Quer saber qual? Entre aqui na segunda-feira! :)

por Gustavo Jreige / 8 Set

Onde quer que você acabe aterrissando, as primeiras semanas nunca serão fáceis. O primeiro passo é se informar sobre o seu destino. Um guia de viagem pode ser um bom ponto de partida, já que contém informações importantes sobre a história e a cultura local. Mas não se limite a isso: pesquise e leia muito sobre o país em que vai morar. Compreenda um pouco da história, dos momentos importantes, e pelo menos tome ciência das principais datas comemorativas. Use muito o Google antes de entrar no avião!

Essa medida inicial é importante. Algumas atitudes e hábitos podem ser compreendidos diante de uma bagagem histórica sobre uma nação – por exemplo, se você se informar antes de estudar francês em Paris, vai saber porque franceses e ingleses (e, mais recentemente, americanos) têm uma rixa de séculos e que, por conta disso, é desaconselhável tentar se comunicar com os habitantes em inglês: eles o receberão melhor caso você fale um francês muito mal arranhado.

Aliás, falando em comunicar-se, se você estiver indo para um lugar cuja língua você não fala, é melhor aprender algumas palavras. O básico é imprescindível. Guias de viagem contém listas de palavras importantes, mas para todas as línguas há também livros de bolso que trazem expressões de viagem importantes. Todos esses materiais de referência estão disponíveis em livrarias, mas também podem ser encontrados na internet com alguma pesquisa.

Outra coisa que a internet pode proporcionar é muito mais valiosa do que os livros: são as experiências reais de outras pessoas. Fóruns e blogs guardam histórias de gente que fez a mesma coisa que você, não importa o que você esteja fazendo. Lê-las vai lhe ajudar a entender como se comportam os habitantes do país de destino, como a política, a economia e o dia-a-dia funcionam. E pode também ser uma ponte entre você e esse outro imigrante ou viajante, que pode lhe dar outras dicas por e-mail, por exemplo, lhe mostrar a cidade quando você chegar e, de repente, ser sua primeira forma de contato com habitantes locais.

Achou um site legal? Deixe a dica aqui nos comentários!

por Gustavo Jreige / 6 Set

Depois de ler histórias completamente diferentes de gente de todo tipo que resolveu abandonar a vida no país de origem e tentar algo novo, e descobrir o que é e como se sente um cidadão do mundo, é possível que você tenha se identificado. Se esse incômodo de ficar parado, em um lugar só, para o resto da vida realmente lhe acometeu ou se você possui o desejo de sair do país, então talvez seja a hora de começar a escolher seu destino e como chegar e se basear lá sem ter muitas dificuldades para se adaptar.

O primeiro passo é decidir aonde ir e o que fazer no país de destino. Algumas empresas na área de intercâmbio podem lhe ajudar com essa escolha, já que as possibilidades são inúmeras: é possível entrar em um programa de estágio internacional, se você é estudante, ou então um programa de trabalho nas férias.

É importante alertar que, se você tem vontade de morar fora, mas acha que não tem dinheiro, não desanime. A verdade é que está cada vez mais barato passar um tempo fora. Há opções em que o gasto envolve somente sua passagem que, em alguns casos, chega a ser reembolsada!

Para aqueles que não têm formação universitária ou já não são mais estudantes, há programas de au-pair, em que o intercambista mora na casa de uma família e cuida das crianças, ou de estudo de idiomas e trabalho, em que são combinadas horas de escola do idioma do país de destino com horas de trabalho – geralmente em lanchonetes, hotéis e estabelecimentos comerciais. Há também a possibilidade de trabalhar como voluntário em outros países, uma oportunidade pessoal e profissional imperdível. Todas essas viagens permitem se basear durante, no mínimo, três meses em outro país. Algumas agências que prestam esses serviços são a CI, a STB (pela qual a Lidi Faria viajou) e IE Intercâmbio.

Alguns desses sites também oferecem trabalho em cruzeiros. Profissionais da área de turismo e hotelaria têm vantagem na hora de conseguir uma vaga como camareiro, barista, garçom, entre outras, para trabalhar dentro de navios, às vezes por meses, convivendo com gente do mundo todo.

Para os estudantes, o site Universia também está repleto de dicas para os que desejam fazer pós-graduação ou conseguir bolsas de estudos em outros países. Também é aconselhável conversar com a direção do seu curso – faculdades, públicas e particulares, frequentemente possuem departamentos de relações internacionais, que facilitam para os alunos a oportunidade de cursar um ou mais semestres em universidades parceiras em outros países.

Alguns países – Canadá e Nova Zelândia, por exemplo – oferecem programas de imigração para profissionais graduados. Essas nações carecem de mão de obra técnica qualificada em várias áreas, como engenharia, por exemplo. Os candidatos precisam fazer provas de idiomas e de aptidão, mas uma vez aceitos, ganham um visto de residência que pode se tornar permanente depois de algum tempo. Para verificar se sua profissão é uma das elegíveis para imigração, clique aqui para o Canadá e aqui para a Nova Zelândia. Há outros países na mesma situação; para tirar a dúvida sobre alguns país específico, busque pelo site do setor de imigração.

Lembre-se da história do Geraldo Neto, contada aqui no blog, que teve diversos problemas por tentar viajar por conta própria, admitindo que teria sido mais fácil e barato se houvesse procurado auxílio profissional. Se informar e contar com esse auxílio diminuem bastante as chances de você ter dor de cabeça e ajudam a obter uma vida mais organizada quando você chegar ao país escolhido – o que, por si só, ajuda a atenuar a sensação de choque cultural.