por Gustavo Jreige / 30 Jul

A cultura pop conta com uma bela lista de obras inspiradas em modelos não convencionais de prazer sexual. O Repórter OutrOs OlhOs escolheu algumas das mais chocantes, relevantes e… inspiradoras produções.

Se você tiver mais de 18 anos, veja seleção:


Secretária (filme – 2002)

No filme, a personagem Lee Holloway, interpretada por Maggie Gyllenhaal, sai de um sanatório onde tinha sido internada para curar-se de uma “mania de auto-destruição” para trabalhar como secretária em um escritório. Seu chefe, E. Edward Grey, interpretado pelo ator James Spader, acaba se mostrando muito controlador, o que a atrai. O filme retrata uma relação excêntrica entre dominador e dominado que, apesar de reprovada por todos ao redor, é perfeitamente saudável, uma vez que é consentida e apreciada por ambos os envolvidos.

True Blood (série)

A série de Alan Ball mistura vampiros com política, religião, sexo e dilemas morais. Nela, existe até um termo especial denominar humanos que gostam de transar com vampiros – Fangbangers. No primeiro episódio há uma ode à prática de sexo não-convencional, com cenas de Asfixiofilia, que é a redução voluntária da emissão de oxigênio para o cérebro durante a transa na intenção de obter mais prazer durante o orgasmo.

Além das referências óbvias à necrofilia, o que se destaca entre os relacionamentos de humanos com vampiros é a presença das mordidas durante o ato sexual, extremamente doloridas para os humanos mas prazerosas para seus amantes imortais. Uma das cenas da terceira temporada chegou a espantar espectadores: o vampiro Bill Compton, um dos protagonistas da série, quebra o pescoço de outra vampira, Lorena, enquanto faz sexo com ela. Clique aqui para ver.

A Vida Secreta (site)

É um blog sobre sexo em todas as suas formas e abordagens possíveis. É possível encontrar desde dicas sobre como lidar com uma brochada, até esclarecimentos de parafilias como a podolatria – o fetiche por pés – e discussões como a sobre o incesto. Liberal ao extremo, ‘A Vida Secreta’ traz reflexões sempre livres de preconceito e quase sempre aprofundadas, com referências históricas e culturais sobre uma das partes mais importantes da vida do ser humano, o sexo.


Sexy Back, Justin Timberlake (música)


Extremamente erótica, um dos grandes hits de Justin Timberlake (e uma das músicas responsáveis pela fama que o levou à carreira solo) é Sexy Back, do disco FutureSex/Lovesounds, uma ode ao BDSM. Clique aqui e veja o clipe.

Na letra, Justin canta que ‘os outros caras não sabem como fazer’, para em seguida emendar:

Vê essas algemas?
Querida, sou seu escravo,
Deixo você me chicotear se eu não me comportar
É que ninguém mais me faz sentir desse jeito

Britney Spears, ex-namorada de Justin, também é famosa pelo tom erótico de suas letras e melodias. A cantora, apesar de também insinuar o BDSM em suas músicas, nunca foi tão explícita quanto Justim Timberlake em Sexy Back.

Crash (livro)

Foi considerado o quinto livro mais sexy de todos os tempos pela Playboy norte americana. O livro fala sobre a Sinforofilia, tipo de parafilia que o indivíduo fica sexualmente excitado ao assistir e participar de tragédias como incêndios ou acidentes de carro. O protagonista Dr. Robert Vaughan tem como maior fantasia sexual morrer em uma colisão frontal com a atriz Elizabeth Taylor. O livro foi lançado em 1973 apesar das palavras de um dos seus editores que disse: “Esse autor está além da ajuda psiquiátrica. Não publique!”. Além de publicada, a obra foi, posteriormente, transformada em filme.

por Gustavo Jreige / 29 Jul

O voueyurismo e o exibicionismo – ainda que mais aceitos pela sociedade – também são considerados parafilias. Com a popularização da Internet, nunca foi tão fácil praticá-los.

A glamourização do exibicionismo virtual ganhou forma no ano passado quando um serviço chamado Chatroulette foi considerado a mais nova grande invenção da Internet. O serviço explodiu em usuários e foi usado como exemplo para analisar o comportamento de uma geração de adolescentes que cresceu em frente ao computador.

O Chatroulette é um serviço de mensagens instantâneas entre duas pessoas que são colocadas aleatoriamente uma diante da outra, com câmeras e microfones ligados. Não gostou do que viu? Clique em ‘next’ para direcionado ao próximo usuário. Simples assim.

Não demorou para que o Chatroulette fosse infestado principalmente por homens se masturbando – calcula-se que cerca de três em cada dez usuários já apareçam nus na câmera. O criador do site, um russo de 17 anos, tem buscado implantar funcionalidades que permitam uma segurança maior aos usuários e diminuam o número de pornografia. Por enquanto, os resultados são pequenos e o Chatroulette já carrega o estigma de ser quase exclusivamente um site para praticar sexo virtual ou se exibir – minando o potencial comercial do site.

Outro serviço de vídeo online que vem causando polêmica é o Twitcam, uma ferramenta do Twitter que permite que qualquer usuário faça uma transmissão ao vivo de sua webcam.

Na madrugada do Twitter, basta uma busca por ‘Twitcam’ para encontrar dezenas de exibições eróticas de adolescentes – desde cenas de striptease até sexo ao vivo. Tirar a roupa na webcam virou hábito na rede social e o Brasil encabeça a popularização da ferramenta: dos quase 5 milhões de acessos mensais do Twitcam, mais de 80% dos visitantes são brasileiros.

No último domingo, outro caso tornou-se conhecido. Um jovem casal do Rio Grande do Sul atraiu mais de 20 mil espectadores mostrando partes íntimas da menina de 14 anos. O Twitter e outros perfis do garoto na web já foram apagados. A polícia vai investigar o caso.

A transmissão segue um modelo que vem sendo repetido há algum tempo: os exibidores ligam a webcam e condicionam tirar essa ou aquela peça de roupa ao número de espectadores do vídeo, ou então engatam carícias íntimas na frente da câmera.

É importante lembrar que, ao menos no Brasil, é proibido assistir cenas de sexo entre menores de 18 anos. Maiores de idade que fazem downloads de vídeos do gênero ou mesmo assistem ao vivo podem ser acusados de pedofilia, mesmo que os protagonistas do vídeo tenham feito tudo de forma consentida. E pedofilia, além de ser uma parafilia, é crime.

Update (01/08): O Estado de São Paulo traz hoje uma interessante reportagem sobre o tema: “Autoexibição de adolescentes na web ganha audiência e desafia autoridades
Update (02/08): O Fantástico conversou com os envolvidos no caso que citamos nesse post. Veja a reportagem.

por Vinícius Saccomani / 28 Jul

Vamos continuar a falar de parafilia. Considerada um transtorno sexual, a parafilia é uma forma de busca do prazer fora do sexo convencional que vai bem além de “apimentar” a relação (e que também foge da maioria dos casos que estamos contando nessa reportagem). O tema é sério. A pedofilia, por exemplo, é considerada um tipo de parafilia.

Mas o prazer sexual pode vir das coisas mais diversas e curiosas possíveis. É comum perguntar “como alguém pode sentir tesão por isso?!”. Listamos aqui algumas das parafilias mais surpreendentes (e bizarras):

Coprofilia: é o fetiche pelo contato com fezes. Pode ser praticado individualmente ou com parceiros, podendo transformar-se em coprofagia – ingestão de fezes.

Fetiche por balões: derivado da inflatofilia – fetiche sobre infláveis ou sobre o ato de inflar. Consiste no tesão pela forma, volume, movimento e cheiro dos balões, bexigas e bolas de festa. Esses objetos podem ser usados para a masturbação ou com sem parceiro.

Hipofilia: parafilia que trata do desejo sexual por cavalos ou éguas.

Necrofilia: a excitação sexual é causada pelo contato com um cadáver.

Escatologia telefônica: o parafílico sente o prazer sexual dizendo obscenidades no telefone. Geralmente se masturba enquanto emite gemidos ou obscenidades durante a ligação.

Maieusofilia: o parafílico fica excitado com mulheres grávidas ou com a visualização de partos.

Frotteurismo: se esfregar em uma pessoa vestida sem o consentimento desta. Geralmente ocorre em locais com grande concentração de pessoas, como metrôs, shows. Popularmente conhecido como “encoxar”.

Interesses sexuais menos convencionais em nível moderado não são considerados parafilia. Para isso, é preciso que a busca pelo prazer seja principalmente por esses meios. Apesar de parecer engraçado, há pessoas que sofrem por conta do transtorno e, em casos extremos, chegam a cometer crimes. Instituições médicas especializadas, como o Inpasex (Instituto Paulista de Sexualidade) e o ProSex (do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas / USP), oferecem atendimento a quem sofre de transtornos de sexualidade.

por Vinícius Saccomani / 27 Jul

Ficar excitado por um balão ou por fezes, apesar de parecer estranho, é possível. O sintoma se enquadra em um transtorno da sexualidade chamado pela psiquiatria e psicologia de Parafilia. O termo, originário do grego (“para” de paralelo, e “filia”, de amor), designa a busca do prazer unicamente ou prioritariamente fora da atividade sexual considerada convencional – heterossexual, coital, que visa prazer e/ou a procriação.

Segundo o DSM-IV (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, da Associação Americana de Psiquiatria), a Parafilia é uma “sexualidade caracterizada por impulsos sexuais muito intensos e recorrentes, por fantasias e/ou comportamentos não convencionais, capazes de criar alterações desfavoráveis na vida familiar, ocupacional e social da pessoa por seu caráter compulsivo”.

Em geral, a parafilia implica a busca de prazer em objetos, situações de sofrimento e/ou humilhação, em crianças e em outras pessoas sem o consentimento destas. Assim, temos como exemplos de Parafilia, o fetichismo, o voyeurismo, o sadismo, o masoquismo e a pedofilia.

É importante destacar que a Parafilia só fica caracterizada quando determinada atividade causa sofrimento ou dano, seja em termos de saúde ou em termos sociais para seu praticante . Ou seja, uma pessoa não será considerada parafílica só por usar uma roupa diferente para “apimentar” a relação uma vez ou outra (desde que, lógico, esta prática não seja a única forma de lhe dar prazer, ou resulte em algum prejuízo).

No vídeo abaixo, a Bela, praticante de BDSM (Bondage, Disciplina, Sadismo e Masoquismo) e entrevistada pela nossa equipe durante a Erotika Fair (como você já viu por aqui), conta experiências sobre sadismo e masoquismo, “técnicas” que podem ser consideradas parafilias.

por Gustavo Jreige / 23 Jul

No post anterior mostramos a Bela, praticante do BDSM (Bondage, Disciplina, Sadismo e Masoquismo) há 11 anos. Chegou a hora de saber mais sobre ela.

Algo notável em Bela é o fato de ser solteira e não gostar nem um pouco de “casais baunilha”. Ela explica o termo:

O grande prazer de Bela está em ser dominadora. Então, ao invés de um marido ou uma companheira, ela possui “escravos”. É isso mesmo:

Durante a entrevista com Bela, na Erotika Fair – maior feira do país no gênero, pedimos para que a dominadora nos apresentasse sua principal “escrava”, que já estava ali por perto sem que soubéssemos. Ao se aproximar, Bela viu que a escrava segurava sua bolsa e perguntou:
- O que você esta fazendo com isso? Não te falei que era pra deixar lá no armário?!
- Eu trouxe porque fiquei com medo de deixar lá e alguém acabar mexendo – respondeu Léo.

Neste momento, Bela lhe deu um tapa estralado no rosto. Algumas pessoas em volta olharam surpresas, e nós também nos entreolhamos em choque. Infelizmente, nossa câmera estava desligada no momento, pois estávamos trocando a fita que havia chegado ao fim.

No entanto, mesmo que estivéssemos gravando não poderíamos usar as imagens para a reportagem. Léo ainda não havia vestido a máscara com que aparece no vídeo. Ela é professora de matemática e para impedir que os seus alunos a reconheçam não permite a exibição de seu rosto para divulgação.

Ao final da entrevista com Bela e Léo juntas, gravamos uma nova cena. Mas nada de tapas: “Agora eu quero dar chicotadas, pode ser?”

por Júlia Aronchi / 21 Jul

Já falamos um pouquinho sobre o pompoarismo. Agora, vamos falar de um tema repleto de fetiches: o BDSM.

Acrônimo para Bondage, Disciplina, Sadismo e Masoquismo, o BDSM está relacionado à busca de prazer através de relações eróticas de dominação. Neste “jogo de poder” nem sempre ocorre a penetração.

Quem manda e quem obedece no jogo? Bela, praticante do BDSM há 11 anos e proprietária do Clube Dominna, em São Paulo, explica melhor como o BDSM funciona:

Segundo Bela, quem enxerga o BDSM como sinônimo de dor está equivocado: o mais importante é a relação de dominação, em uma relação com grande carga psicológica.

Apesar de a dor não ser “obrigatória”, muitas vezes o BDSM pode apresentar técnicas consideradas dolorosas. Bela, por exemplo, diz que a coisa mais “hard” que já fez foi a sutura vaginal (costura dos lábios da vagina). E apesar do incômodo na hora de urinar, diz ter sentido muito prazer. O relato a seguir é forte:

Com dor ou sem dor, o essencial no BDSM é a segurança (o lema é São, Seguro e Consensual). Para garantir que nenhum praticante sofrerá algum dano, usa-se uma palavra consensual (piedade) que interrompe o ato na hora.

por Júlia Aronchi / 16 Jul

Originário do Oriente, o pompoarismo é uma técnica milenar que busca o prazer através de exercícios com os anéis do canal vaginal.

Lu Riva aproveitou-se da técnica para curar uma infecção urinária e melhorar sua vida sexual, e, de quebra, tornou-se uma pompoarista “profissional”, como contamos no post anterior.

No vídeo a seguir, Lu Riva explica como ocorre o movimento dos três anéis da vagina durante o pompoarismo.

Autora do livro “Pompoar: Sexo e Saúde”, Lu Riva hoje dá aulas de pompoarismo. No vídeo abaixo, ela mostra alguns dos principais movimentos e acessórios da técnica.

Você já conhecia o pompoarismo? Teve alguma experiência utilizando essa técnica? Sabe de alguma outra forma interessante de prazer sexual? Comente!

por Gustavo Jreige / 15 Jul

Foi por necessidade que Lucimara Riva, 31 anos, a Lu, precisou encontrar uma forma alternativa de sexo: a então publicitária sofria com uma infecção urinária que a impedia de ter uma vida sexual ativa. Ela sofria desse mal há anos e não encontrava uma solução através da medicina. A resolução do problema veio com o pompoarismo – técnica milenar que consiste no fortalecimento da região pélvica através de exercícios com os anéis do canal vaginal.

No pompoarismo, Lu Riva encontrou, ao mesmo tempo, a cura para um problema de saúde, um impulso para sua vida sexual e uma profissão. Hoje ela tem a empresa Lu Pompoar e ministra aulas da técnica em academias e residências, e é reconhecida como uma das maiores especialistas do tema no país.

Um dos maiores beneficiados com a descoberta do pompoarismo foi… Adriano Riva, seu marido. Ele, que administra os negócios da esposa e está prestes a se formar como massagista tântrico, afirma que a vida sexual do casal foi turbinada pela técnica milenar.

“Mal-acostumado” com as técnicas do pompoarismo como, por exemplo, o estrangulamento – que consiste em segurar a ejaculação masculina apenas com a contração do canal vaginal – perguntamos a ele se o sexo convencional basta para lhe dar prazer. Olha só a resposta:

Siga @lupompoar no Twitter.

por Gustavo Jreige / 13 Jul

Sexo já deixou de ser um tabu da mesma forma que era há algumas décadas. Na televisão, por exemplo, até mesmo uma “velhinha” septuagenária (a canadense Sue Johnson) alcançou grande sucesso com um programa em que dava dicas de sexo de forma divertida. Em uma época de libertação sexual, parte da sociedade deixou de ver a busca pelo prazer como uma prática imoral e deu a ela um status de “direito”.

Mesmo com essa mudança de ponto de vista, será que toda forma de se obter prazer é considerada válida? Isso nos levou a outra pergunta: o sexo, digamos, convencional, é, por si só, suficiente para dar prazer a todos os indivíduos?

Nessa primeira reportagem abordaremos justamente esse tema: a busca do prazer por meio das mais variadas formas. Para isso, esperamos responder algumas questões básicas, tais como: Existe um limite para o prazer? Quais as formas de obtê-lo? Até onde a busca pelo prazer é algo sadio? E quando vira uma doença?

Nos próximos posts e na reportagem, você mergulhará conosco nesse tema sempre tão interessante e complexo: sexo e prazer!

por Gustavo Jreige / 12 Jul

Quando um jornalista começa a produzir uma reportagem – para descobrir fatos, confirmar se a notícia é verdadeira ou desvendar suas nuances – várias outras histórias vão surgindo durante o processo de apuração. Não são poucas as vezes em que, apesar de não pertencer à pauta, este material é relevante e interessante.

O problema é que, quando se tenta contar várias histórias ao mesmo tempo, corre-se o risco de não contar nenhuma. Durante o processo de edição, é fundamental decidir quais informações entram ou não na reportagem. E é justamente por questões como abordagem, espaço e tempo que muitas informações interessantes acabam tendo que ficar de fora.

O repórter sabe o quão interessante é o que se descobre durante a apuração, e que não é porque não está na reportagem que não tem valor jornalístico. As histórias da apuração, a íntegra das entrevistas, o material pesquisado e até os dilemas do jornalista acabam por aprofundar o tema tratado e completá-lo.

Na web, não lidamos com muito limite de espaço. Ao contrário das outras mídias, o tempo aqui não é linear e não temos folhas para fazer o texto caber. É claro que nem por isso temos reportagens infinitas: o limite aqui é o interesse de quem está lendo e, quem sabe, interagindo.

Como, então, contar a história principal, utilizar o material coletado durante a apuração e, ainda, tirar proveito das vantagens do meio online?

Esse é o desafio do “Repórter Outros Olhos”, projeto experimental do curso de jornalismo da Faculdade de Comunicação Social Cásper Líbero, nesse ano de 2010.

Projeto experimental? Pois é. Estamos (eu, Gustavo Jreige, e meus colegas Júlia Aronchi e Vinícius Saccomani) concluindo o curso e este projeto é um espaço para experimentarmos novas formas de produção jornalística. Por aqui, você encontrará os bastidores de reportagens, com o relato de todos os passos da produção de uma matéria, da escolha da pauta até a redação final, com você podendo interagir em todo o processo.

Assim, a reportagem pode ser vista “por dentro” e o “leitor” pode interferir em sua execução. Ao final de cada apuração, a reportagem pronta será publicada no blog Outros Olhos”, em texto, foto, áudio, vídeo ou infográfico – ou uma mistura desses elementos.

Para você entender ainda melhor, pense na reportagem de capa de sua revista favorita. Agora imagine você podendo acompanhar todo o processo por trás dessa reportagem, lendo mais histórias e vendo materiais multimídia. É mais ou menos isso.

Vai funcionar assim: o Repórter será nosso diário de viagem, com os bastidores da reportagem e todas as informações em seu estado mais cru. Ao mesmo tempo, você poderá interagir com os repórteres, dando suas sugestões, comentando, contando suas histórias e nos ajudando a fazer uma reportagem ainda mais interessante.

Todo conteúdo relevante que encontrarmos ou produzirmos sobre a pauta do mês, mas que não couber na reportagem, será postado aqui no blog. No final, a reportagem será redigida com as informações mais relevantes e irá ao ar em outro canal, o OutrOs OlhOs.

Será que dá certo? Queremos descobrir juntos.

Você faz parte de nossa equipe e nos ajudará a contar as histórias. Vamos começar?