Intrenet and viagra here: Buy viagra internet Buy cialis canada Erectile dysfunction Buy cialis where Buy viagra now

por Gustavo Jreige / 5 Nov

Nas últimas duas semanas, mergulhamos a fundo no mundo da fama virtual para entender como ela funciona, se ela é real, quanto tempo dura, quais portas abre, quanto dinheiro dá e o que faz com a vida de quem por ela é escolhido.

A reportagem, feita em parceria com você, leitor, que nos ajudou através do Twitter, do Orkut, da Twitcam e aqui dos comentários, está, finalmente, no ar. Clique aqui para ler.

por Gustavo Jreige / 5 Nov

Estou no Rio de Janeiro. Pego o táxi, falo o endereço e o bairro do meu destino. O taxista não conhece a rua, mas avisa: “é longe”. Não era tanto assim. Para quem vive em São Paulo sabe que “longe” significa realmente longe. Mas a viagem tornou-se longa graças a quantidade de vezes que nos perdemos. Em plena sexta-feira à noite, no subúrbio carioca, achamos a rua. Bem pacata, com crianças brincando, apesar da hora. Toco a campainha. Ele atende de bermuda, sem camisa e descalço. Sim, foi assim que cheguei na casa de Felipe Neto, o famoso virtual mais popular do Brasil no momento.

Felipe tem apenas 22 anos de idade e 5 meses de fama, mas já tem experiência de quem passou anos trabalhando na internet – ele já foi dono de portal de download de séries, blogueiro, designer. Mas, como é ator, encontrou no vídeo a sua vocação.

Conversei com ele na sexta-feira passada, em uma entrevista coletiva de mais de duas horas através da Twitcam – que contou com 4 mil espectadores simultâneos e cerca de 9 mil interações. Abaixo, você lê os melhores momentos.

(mais…)

por Gustavo Jreige / 5 Nov

Chris Crocker

Revoltado com a perseguição da mídia à cantora Britney Spears, o fã Chris Crocker gravou um vídeo, aos prantos, pedindo para que deixassem a estrela pop em paz. Muita gente, até hoje, diz que ele fingiu o desespero para chamar atenção. Crocker jura que foi espontâneo. De todo jeito, o vídeo levou-o à TV e alçou seu videolog ao sucesso. Ele até chegou a participar de um reality show.

Davis Reimberg

O Chris Crocker brasileiro fez um vídeo revoltado para defender a Xuxa da fúria dos twitteiros. Foi muito ridicularizado, mas saiu por cima. Acabou contratado pela equipe do Pânico da rádio Jovem Pan, e deixou o emprego como atendente de telemarketing para fazer parte da equipe de humor do programa.

Dave after dentist

Um garotinho volta do dentista anestesiado. O pai tem uma câmera. A fórmula foi explosiva, resultando num vídeo em que um garotinho drogado fala sem o menor sentido e cativa o mundo. David e o pai frequentaram programas de TV e congressos sobre memes, além de manterem uma loja com produtos como camisetas, adesivos e canecas. Eles virão ao Brasil no fim de novembro para o YouPix, evento da revista Pix, em São Paulo.

Tay Zonday

Em 2007, Adam (o verdadeiro nome de Tay Zonday) postou no YouTube uma performance sua de uma composição própria, a hilária Chocolate Rain. Não dá pra dizer se foi a maneira empostada como canta, a letra bizarra ou a gravação tosca. Provavelmente foi a soma dos três. Mas Chocolate Rain foi sucesso instantâneo na internet. Programas de auditório e campanhas televisivas se tornaram rotina. Ele lucra com camisetas e MP3 de suas músicas – o vídeo original de Chocolate Rain tem mais de 58 milhões de visualizações.

por Gustavo Jreige / 4 Nov

Nem todo mundo que fica famoso vive aquela vida que imaginamos lendo a revista Caras, por exemplo. A vida do PC Siqueira é a de um cara comum, que, inesperadamente, fez sucesso e se tornou conhecido.

PC mudou de vida graças ao sucesso de seu canal no Youtube, o Mas Poxa Vida, onde comenta de forma divertida e non-sense os mais diversos assuntos. Ele deixou de lado o trabalho como ilustrador – ou entrou de “férias”, como prefere dizer – porque as atividades relacionadas aos vídeos eram muito mais lucrativas. Seus hábitos, no entanto, ainda são quase os mesmos de antes – mas ele nunca havia ganhado tanto dinheiro quanto agora.

Você confere no vídeo abaixo uma entrevista contando lado bom e o ruim da fama, revelando um pouco de seus pensamentos e até mesmo vivendo um dia de não-fama em uma cafeteria (isso você confere no segundo vídeo, linkado ao final desse):

por Gustavo Jreige / 4 Nov

O YouTube se tornou um dos celeiros de artistas nacionais dos mais variados tipos, de músicos a humoristas, passando por atores e até pessoas sem nenhum talento que têm em comum a criatividade ou a bizarrice. Seja como for, o canal é uma grande vitrine e pode ser o caminho mais rápido para a fama virtual. O motivo é simples: é a plataforma que permite uma produção mais próxima da maior mídia de massa e também formadora de celebridades, a TV.

Com a possibilidade de criar canais específicos e monetizá-los, o YouTube se tornou fonte de renda e modelo de negócio para muita gente com boas idéias. Um dos exemplos mais notáveis é do brasileiro Joe Penna.

Conhecido como Mystery Guitar Man, ele tem o canal brasileiro mais seguido no YouTube, e o 6º canal no mundo. Tem cerca de 1,5 milhão de assinantes. Seus vídeos somam juntos mais de 150 milhões de visualizações.

Morador de Los Angeles, Joe largou a faculdade de medicina para fazer vídeos. Como músico, ele frequentemente impressiona com mashups musicais, edições e efeitos especiais inesperados. Não se sabe quanto dinheiro Joe ganha com os canais – ele tem um segundo, de making-of, quase tão famoso quanto o primeiro -, mas ele frequentemente é contratado por grandes empresas, como Coca-Cola e McDonalds, para campanhas publicitárias.

Além disso, Joe tem uma linha de produtos inspirada nos vídeos, de camisetas a adesivos. No Twitter, @MysteryGuitarM tem cerca de 130 mil seguidores.

Ele já foi tema de reportagem do Fantástico, da Rede Globo – mas, no Brasil, sua popularidade ainda não chega perto da atingida por Felipe Neto e PC Siqueira – de quem já falamos por aqui e falaremos um pouco mais nos próximos posts.

por Gustavo Jreige / 4 Nov

Jeremias José do Nascimento, Vanessão, Ruth Lemos, Sônia, Gaga de Ilhéus, Lasier Martins, tapa na pantera… Algumas dessas coisas podem te dizer muito. Outras podem não significar nada. São nomes ou referências a alguns dos grandes virais da web brasileira.

O Você Deveria Ter Visto reúne 166 vídeos ou memes que qualquer internauta brasileiro já deveria ter visto. A lista abarca todos os grandes fenômenos da internet brasileira. Mas, por ser um projeto um pouco antigo, ficam de fora muitas celebridades instantâneas mais recentes, como a garota Aretuza, que foi filmada vomitando em um brinquedo de parque de diversões, o da menina irritada com o vlogger Felipe Neto (“Faz Sentido Sim, Felipe Neto!”) e um dos grandes hits de 2010, o ‘puta falta de sacanagem‘.

O blogueiro Maurício Cid, do blog NãoSalvo, é um dos grandes responsáveis por alçar à fama figuras inusitadas que protagonizaram vídeos bizarros. Dos cinco indicados na categoria Webhit no VMB deste ano, quatro foram lançados por Cid. Seus mais de 4 milhões de pageviews mensais fazem toda a diferença para a pessoa que cai nas graças do blogueiro e vira post. Até mesmo o Felipe Neto teve um empurrão de Cid, que publicou o vídeo Gente Colorida, aumentando a sua visibilidade, o que contribuiu para que o vídeo se espalhasse mais e que Felipe ganhasse público.

Cid concorda que, na web, o tempo é curto. “O conteúdo na internet se modifica muito rápido. Um vídeo famoso gera uma semana de buzz. Só se for ele for muito bom vai chegar a durar um mês – aí depois já passa na televisão e acaba perdendo a graça”, analisa Cid, que já teve vários dos vídeos postados em primeira mão em seu blog reproduzidos em programas como o do Gugu, sem crédito algum – apenas a marca d’água com seu logotipo, que a emissora não consegue tirar.

por Gustavo Jreige / 3 Nov

A MTV foi a primeira grande emissora de TV a olhar para os talentos da web com mais atenção. Em 2008, a MTV contratou Mariana Souza Alves Lima, a Marimoon, para apresentar um novo programa, o Scrap MTV.

Marimoon veio da web com uma audiência fiel, que acompanhava seu fotolog e comprava as roupas que ela mesma criava na loja virtual que veio em seguida do fotolog. Hoje, Marimoon continua com o Scrap MTV e apresenta também o Acesso MTV. Em seus programas, ela fala sobre assuntos que domina: internet, música, moda e tendências. A MTV acertou em cheio com a garota, que domina a linguagem de TV com desenvoltura e é um trunfo para a emissora na web, atraindo audiência também online (ela apresentou um programa na internet durante o VMB 2010, por exemplo).

Ela foi só a primeira dentre uma lista extensa de gente que começou a produzir coisas interessantes na rede e acabou cooptada pela MTV. O comediante carioca Ronald Rios e seu produtor Erik Gustavo levaram as produções humorísticas da Badalhoca para a emissora em 2009. Começaram com um blog no site da MTV, e agora a Badalhoca já tem espaço garantido na grade da emissora.

Didi, do blog Te Dou Um Dado, começou como repórter e hoje apresenta o Didiabólico. Jana Rosa, do blog Agora Que Sou Rica, virou repórter do IT MTV.

Mais recentemente, o blogueiro Borbs, do Judão.com.br, e a blogueira Marina Santa Helena, do SantaHelena, foram contratados para apresentar o Fiz na MTV, programa que leva para a TV produções em vídeo que se destacam na web.

Além disso, o videologger PC Siqueira tem seus vídeos exibidos pela emissora – que tem contrato de exclusividade pra TV. O blog “Colírios“, da Capricho, virou um reality show no canal, buscando o quarto blogueiro do “Vida de Garoto“. O Twitter @MussumAlive, que parodia o ex-Trapalhão, ganhou quadro no Furo MTV.

E, para encerrar, outra figura consagrada da web virou VJ, a “travesti” Katylene, personagem que comanda o blog e twitter homônimos. A fórmula virtual foi adaptada para a TV, num programa em que Katylene, em animação, comenta as fofocas da semana.

Pois é, a MTV está mais virtual do que nunca.

por Gustavo Jreige / 3 Nov

Nunca alguém representou tão bem a expressão ‘Se a vida te deu limões, faça uma limonada’ do que a ex-estudante Geisy Arruda. A saga da moça começou em outubro do ano passado. Estudante de turismo da Uniban, em São Paulo, Geisy se tornou manchete em jornais do mundo todo por ter protagonizado uma cena de barbaridade na faculdade. Ao usar um vestido curto, ela foi vaiada, e aos gritos de “Puta! Puta!” precisou ser escoltada para fora da universidade.

A sequência de fatos parece até premeditada. O vídeo dos ataques de estudantes à Geisy cairam no YouTube e rapidamente a rede inteira só falava do caso. Geisy, então, ficou conhecida através de uma trajetória típica dos fenômenos instantâneos da Internet. A imprensa voltou os olhos para o caso. A sociedade cobrou uma atitude da Uniban, que expulsou a estudante, aumentando a revolta que levou o caso para os noticiários internacionais e reacendeu a discussão na rede Twitter. Por fim, a Uniban voltou atrás na decisão de expulsão.

A figura já estava formada. Geisy foi entrevistada pela mídia e aproveitou para anunciar planos de cirurgias plásticas e do lançamento de uma grife de vestidos, inspirados no modelito que causou a revolta dos estudantes da faculdade. Geyse então participou de um quadro no programa O Melhor do Brasil, na TV Record, em que milhares de homens do país inteiro se candidataram para ser seu namorado. No último capítulo, o apresentador Rodrigo Faro lembrou do episódio triste que havia culminado na fama de Geisy. Ela chorou, emocionada.

A essa altura, Geisy já havia se tornado, de certa forma, uma celebridade. Consolidou o título sendo convidada para participar do reality show A Fazenda 3, também na Rede Record que conta com nomes como Sérgio Mallandro e Monique Evans no ‘elenco’. Geisy acabou sendo a segunda eliminada no programa. Mas como toda boa recém-saída de reality show, já emendou um ensaio nu na revista Sexy, outra tacada de mestre.

Difícil dizer qual a próxima cartada da moça para se manter em voga. Considerando o histórico de sucesso em criar factóides e se manter, como uma boa celebridade, nas manchetes polêmicas e também nas redes sociais, é possível deduzir que ela tenha algo em mente. Nada mal pra alguém que começou sendo vaiada na universidade por causa de um vestido curto.

por Gustavo Jreige / 3 Nov

Lucas Brito, de 25 anos, fez tanto pela fama que a alcançou. Ao menos parcialmente – na internet, muita gente sabe quem é o blogueiro Lucas Celebridade, piauiense de Luzilândia, radialista e estudante de Letras. E lá em Luzilândia ele também é famoso: é sempre o mestre de cerimônias oficial nos eventos da cidade, além de cobrí-los para seu blog, o http://lucasfamapop.blogspot.com/.

“Lucas é uma caricatura da celebridade”, disse Alex Primo sobre ele. O rapaz, que costuma deixar claro que tudo o que ele busca é a fama por si só, e cujo maior sonho é participar do Big Brother, perseguiu o objetivo mimetizando coisas que celebridades fazem. Ele frequentemente publica ensaios sensuais em seu blog, como as celebridades tradicionais. Dá atenção aos ‘fãs’, que são seus quase 23 mil seguidores no Twitter (@lucasfamapop). E recentemente tem conseguido alguma atenção na mídia mainstream.

Em agosto, blogueiros e twitteiros de todo país se uniram para uma campanha por doações a Lucas. Sensibilizados com a situação precária em que vivia o ‘muso luzilandense’, como ele se refere si mesmo, internautas conseguiram mais de 5 mil reais em doações para que Lucas reformasse sua casa.

A história chamou a atenção da grande mídia. A revista Trip foi, no mês passado, até Luzilândia conversar com Lucas sobre essa obssessão pela fama e tudo que ela trouxe para o rapaz – de bom e de ruim. A matéria está disponível na íntegra aqui.

Em um ambiente em que as pessoas agem como famosas sem perceber – afinal, no Twitter é normal que relatem suas ações mais cotidianas, como se houvesse interesse de um público; no Formspring, há abertura para que outros internautas façam perguntas, como numa entrevista -, Lucas convenceu. Apesar de ter chegado longe, Lucas certamente não está satisfeito. Seu objetivo é alçar voos sempre mais alto, como deixa claro diariamente no Twitter, que atualiza da casa de um amigo.

por Gustavo Jreige / 3 Nov

Se há fórmula infalível para projetar-se da modesta fama na web para a grande mídia? É improvável. “A gente vê que as grandes celebridades sempre seguem os mesmos passos. Põe silicone, posa na revista, ganha programa na TV, casa, descasa, tem casamentos curtos, escândalos. Mas não quer dizer que qualquer pessoa que põe silicone, aparece na TV ou que tenha algum escândalo vá ficar famosa”, diz Alex Primo, para a infelicidade daqueles que buscam a fama pela fama.

Mas é possível observar o caminho trilhado por pessoas que tiveram algum sucesso ao conquistar popularidade online e depois foram para a TV, para o rádio, para o cinema.

Para os que ficam conhecidos através dos vídeos, o trajeto até o sucesso online é normalmente parecido: primeiro o conteúdo publicado na web cai nas graças de um blogueiro de grande audiência, que replica o vídeo ou o texto por alguma característica que chame a atenção. Pode ser muito bom, muito ruim, tosco, engraçado, bem editado, com um bom roteiro, ter alguém bonito. Em seguida, as visualizações aumentam em progressão geométrica, viralizando.

Já para os blogueiros, twitteiros, moderadores de comunidade e outros líderes de opinião, o sucesso em suas áreas é o que determina – e, muitas vezes, não dependem da divulgação de ninguém já consagrado.

Em ambos os casos, o fim costuma ter a mídia interessada – em diferentes escalas, é claro. Dar entrevistas e sair em publicações de peso é um grande passo rumo ao estrelato fora da web.

Mas quem primeiro, no ciclo, reconhece nessas figuras um potencial comercial, geralmente, são as agências de publicidade especializadas em mídias sociais. É a primeira oportunidade daquela webcelebridade de, eventualmente, ganhar dinheiro com o material que produz, através de patrocínios de marcas oferecidos pelas agências, que identificam o sujeito como o porta-voz para algum produto.

Se expor, deixando claro seus diferenciais e carisma, são importantes para atrair mais público e, consequentemente, mais atenção. Toda a indústria da mídia está atenta ao que acontece na internet e tem interesse em cooptar estrelas da web para engordar suas grades, páginas, ou castings e atrair audiências novas, mais jovens. Caso o outrora webstar fique bem no vídeo, ele acaba contratado – mais comumente pela MTV, mas outras emissoras também já encaram o mundo online como um celeiro de talentos.

Nossos entrevistados concordam que o ponto em comum é fazer algo que dure – produzir algo relevante. Veja as opiniões deles sobre como chegar lá, na fama virtual, e como passar dela para o nível acima:

Phelipe Cruz, editor do site da Capricho e do PapelPop:

“Precisa fazer algo relevante, oferecer um conteúdo diferente. A Internet é uma vitrine, ela está aí te mostrando. Eu digo isso pras estelas teen da Capricho: use a internet, trabalha aí na Internet, não fica só no Twitter, não. Produz alguma coisa, faz alguma coisa pra entregar, porque ficar ‘oi tudo bom, olha eu aqui’ não é mais suficiente pra se destacar.”

Bruno Ferrari, repórter da revista Época e do blog Bombou Na Web:

“Tem espaço para tudo na internet. Há gente de talento, que se relaciona bem e por isso consegue se manter na lista das webcelebridades, freqüentar festinhas, ser chamado para campanhas, etc. Existe também quem vive de copiar formatos já existentes, mas com uma embalagem nova, o que não é ruim. A receita da fama na internet atual pode ser herdada da época dos blogs: é preciso fazer atualizações freqüentes, sempre estar de olho no que seu público – contatos, seguidores – estão falando sobre você e procurar se diferenciar das milhões de opções que os consumidores de conteúdo têm na internet.”

Maurício Cid, do blog NãoSalvo:

“Quem lança a fama não é um canal específico, mas o conjunto da obra. Meu critério principal de escolha é eu gostar de um vídeo. Eu priorizo o meu gosto porque se a pessoa visita o blog sempre é porque se identifica com o tipo de humor que eu curto. Se for algo que eu achei sem graça, as chances de eu colocar no ar são zero.”

Alexandre Inagaki, jornalista, consultor em mídias sociais e blogueiro do Pensar Enlouquece, Pense Nisso:

“Há o lado de gente que usou a web para divulgar músicas, textos, ideias, vídeos, e graças à internet conseguiu reconhecimento sem precisar causar overdoses de vergonha alheia web afora. E aí cito André ‘Cardoso’ Czarnobai, os Jovens Nerds, Susie Lau, João Paulo Cuenca, Mombojó, Eduardo Spohr, Lily Allen e Fábio Yabu como alguns dos trocentos exemplos que dá para elencar de gente talentosa que começou a divulgar seus trabalhos na internet, e hoje assina colunas em jornais, frequenta listas de best-sellers, faz shows concorridos e o escambau. Mas mesmo a fama de blogueiro, que recebe convites VIPs para a festa, é uma exposição que, por mais ínfima que seja, de qualquer modo ajuda a abrir portas. Se a webcelebridade aproveitar isso para expor seus trabalhos e talentos que possa exibir, não duvido que consiga capitalizar esses reconhecimentos de uma maneira mais consistente. Mas, se ficar satisfeita só com esses holofotes que logo se apagam e viram abóbora depois da meia-noite, desaparecerá feito esses ex-participantes de reality shows que depois mendigam ajuda em programas vespertinos de fofocas e celebridades.”

Por fim, não dá para não mencionar o alerta de Alex Primo: os manuais e as definições mais fracassam do que dão certo.

“A gente pode dizer que essa busca pela celebridade, pela fama, está mais para uma historia de fracassos. Poucos são aqueles que conseguem manter a fama. A fama é uma construção: manter-se na fama, por si só, já é um talento.”